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A mais nova temporada da longeva série infanto-juvenil Power Rangers Dino Fury já estreou ao redor do mundo e apresentará a primeira ranger LGBTQ+ na televisão: Izzy, a Ranger Verde. As informações são da Rolling Stones.

Os detalhes do episódio ainda não foram revelados, mas sabe-se que em uma das cenas a Izzy, interpretada por Tessa Rad, vai segurar a mão da personagem Fern, interpretada por Jacqueline Joe, evidenciando um romance entre ambas.

Para a revista, este é um momento importante para a série, já que ela sempre esteve comprometida com a diversidade desde a primeira temporada, já que os atores sempre foram das mais diferentes etnias.

O produtor da série, Simon Bennet, respondeu a um comentário que questionou se a inclusão dela não era marketing. “Garanto a você, não foi uma jogada de marketing. E sim, [uma decisão] bem atrasada”.

Ele também comentou que está ansioso para quando o episódio for lançado nos Estados Unidos e poder debater sobre o assunto.

Vale lembrar que no reboot cinematográfico de 2017, a ranger amarela, Trini, também era lésbica.

Nova temporada de Power Rangers terá a primeira ranger lésbica
Reprodução

Personagens LGBTs em programas infantis?

É comum ouvirmos o argumento de que “crianças não devem assistir conteúdos com pessoas LGBTs” e que isso só é algo para quando ela já estiver adolescente ou próxima da fase adulta.

No entanto, segundo o jornalista e escritor do The Guardian, James Dawson, em seu artigo “a importância da visibilidade LGBT nos livros infantis”, a presença de personagens gays, lésbicas e transgêneros é fundamental para que as crianças LGBTs se sintam confortáveis com quem são e promovam o conhecimento da sociedade perante essas pessoas.

“Eu não sabia que gays existiam”, disse Dawson em seu artigo, “e, quando eu cheguei à puberdade, fiquei completamente perdido. Como eu desejo que houvesse um livro, um só que fosse, que apresentasse um personagem como eu – um cara adolescente normal e gay. Eu ia gostar principalmente de um personagem que não fosse definido por sua sexualidade”.

Além disso, as pessoas LGBT+ estão em todos os lugares, em todas as etnias e de todas as idades, não havendo sentido eles serem omitidos nas mídias audiovisuais, seja em programas infantis, filmes, novelas, ou nas mídias escritas, como os livros. Além disso, é necessário também para desconstruir estereótipos e mostrar a sociedade que os LGBTs existem e merecem respeito.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"

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