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Em 1990, o documentário Paris is Burning mostrou para o mundo inteiro a cena ballroom de Nova York da década de oitenta, a vida noturna efervescente sob o ponto de vista da comunidade LGBT+ marginalizada.

O doc ressaltou a identidade de cada personagem, com os seus sonhos e ambições durante um período em que a epidemia da AIDS avançava a passos largos, enquanto a medicina corria contra o tempo.

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Octavia St. Laurent Reprodução

Dentre tantas figuras apresentadas no longa, uma delas chamava atenção – Octavia St. Laurent. Uma mulher trans, negra, que sonhava em se tornar modelo (e realizou), mas ela foi muito além. Octavia era ativista trans e educadora sobre prevenção do HIV, e acima de tudo, um ícone da cultura underground LGBT de New York.

Dezesseis anos depois, ela foi tema de um outro documentário, desta vez dedicado a ela: How Do I Look (2006). No longa, Octavia St. Laurent fala abertamente sobre todos os assuntos, inclusive a respeito dos seus tratamentos contra o câncer e AIDS, vício nas drogas, os desafios como profissional do sexo, e o preconceito por ser quem ela era, o que lhe rendeu diversas passagens pela prisão.

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Octavia St. Laurent Reprodução

Nascida no Brooklyn em 1964, desde criança ela já se via como uma menina e contou com apoio dos pais, quando ainda muito jovem revelou como se sentia. Em 1982, ela já mostrava o seu talento na cena Vogue da época, exposta no documentário Paris is Burning. Em 1993, ela faz uma participação no filme The Saint of Fort Washington no papel de uma prostituta, a obra contava no elenco com os atores Matt Dillon e Danny Glover, sendo sua única atuação como atriz.

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Octavia St. Laurent Reprodução

Nos anos 2000, Octávia foi diagnosticada com câncer, vindo a falecer em 2009, após uma longa batalha contra a doença. Dona de frases marcantes, certa vez declarou “Esta sou eu. Você entende? Não, eu não sou uma mulher. Não, eu não sou um homem. Eu sou Octavia”.




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