De acordo com o livro The Power of Positive Drinking (via Rolling Stone), a princesa Diana foi ao bar LGBTQI+ Royal Vauxhall Tavern, em Londres, vestida de homem por uma ideia de Freddie Mercury, o lendário vocalista da banda Queen.

A informação vem da atriz Cleo Rocos, dizendo que, no ano de 1988, ela estava em companhia do comediante Kenny Everett e os dois se encontraram com Mercury e Di por lá.

Os amigos estavam apreensivos pela possibilidade da imprensa descobrir que Diana estava no evento e, por essa razão, Mercury e Everett decidiram disfarçá-la de homem.

Foto: Legacy / Media Punch
Foto: Legacy / Media Punch

A princesa foi vestida com um casaco militar, chapéu e óculos escuros. De quebra, Mercury não colocou nenhum disfarce nele e atraiu todos os olhares, ajudando ainda mais a princesa de Gales a passar despercebida.

Apesar da estratégia ter dado certo, o quarteto ficou no local por vinte minutos, pois ainda ainda temiam possibilidade de ser descoberta.

Royal Vauxhall Tavern

Foto: Reprodução
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O RVT (Royal Vauxhall Tavern) foi construído entre os anos de 1860 e 1862 em Spring Garden, Kennington Lane, na região sul de Londres como uma casa de festas destinada aos homens. Após o fim da segunda guerra mundial nos anos quarenta, os homens gays da região começaram a frequentar o local, sendo também um dos primeiros lugares da Inglaterra a ter shows de Drag Queens.

Muitas drags dos anos 70 e 80 ficaram conhecidas devido aos seus shows no RVT, incluindo a falecida Regina Fong, e também Lily Savage, que é a drag de Paul James Grady, que conta com diversos programas de televisão desde o fim dos anos noventa.

Ao longo das décadas o RVT foi ganhando cada vez mais espaço e hoje, mais de 140 anos depois, continua “de pé” e é conhecido como um dos bares LGBTQI+ mais importantes da Europa e um ponto turístico muito procurado pela comunidade no mundo inteiro.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".