Em reportagem feita pela CNN, Roberta Russo e Luana Massuella apontam com exclusividade um tratamento brasileiro da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) realizado com pessoas que vivem com HIV indetectável que resultou na eliminação do vírus de um ser humano. O paciente, que é do sexo masculino e vivia há sete anos indetectável, está há 17 meses com amostra não reagente para HIV.

Coordenado pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz, o experimento que começou em 2013 tinha intuito de potencializar a velocidade do tratamento já utilizado pelos pacientes no SUS. Para o estudo, foram selecionadas pessoas que já se tratavam há mais de dois anos.

Universidade Federal de São Paulo anuncia paciente que conseguiu eliminar o HIV
Ricardo Sobhie Diaz – Reprodução/CNN

“A gente intensificou o tratamento. Usamos três substâncias no estudo, além de criar uma vacina personalizada com o DNA do paciente”, contou o infectologista à CNN.

Há um ano e meio sem tomar medicamento, o paciente com o vírus eliminado não quis se identificar, mas à CNN o mostrou o teste para negativo para diagnóstico do HIV realizado este ano. Segundo a reportagem, o vírus não aparece nem mesmo em diagnósticos mais profundos.

Apesar do resultado, o pesquisador afirma que ainda é cedo para falar em “cura”. Ainda não foi descartada a hipótese de reinfecção, mas Diz crê que é um resultado muito promissor.

A próxima fase do estudo deve contar com cinquenta ou sessenta pessoas e vai incluir mulheres como voluntárias, uma vez que esta primeira fase contou apenas com homens. No momento, a pesquisa está paralisada por conta da pandemia provocada pelo coronavírus.

O GAY BLOG BR entrou em contato com o infectologista Ricardo Sobhie Diaz para entrevista.

O primeiro caso de cura no mundo foi este aqui em Berlim e o segundo foi este aqui em Londres, mas ambos através de transplante de medula.

O primeiro homem curado do HIV

O segundo paciente curado do HIV

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