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A goleira Alba Aragón, do Ciudad de Múrica, da Espanha, denunciou homofobia em um hospital da Espanha. Ela foi a um ginecologista para investigar problemas com seu ciclo menstrual e, ao sair do Hospital Reina Sofia, o médico colocou no diagnóstico a sexualidade dela como doença. As informações são do UOL Esporte.

“Disse ao médico que era homossexual porque achei que era relevante para os exames que ia fazer. Eu gosto de mulheres desde os 15 anos e não tenho vergonha de dizer”, afirmou Alba ao jornal ‘El Español’.

A goleira disse que o médico perguntou se poderia incluir sua sexualidade no relatório, mas sem imaginar que seria colocado doença.

Pelas redes sociais, o Ciudad de Múrcia denunciou o caso e exige uma investigação. “Apoiamos incondicionalmente a jogadora em seu corajoso ato de denúncia”.

Goleira sofre homofobia de médico que a diagnosticou como doente
Reprodução

POR QUE HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA?

Durante muito tempo, acreditou-se que qualquer relação não cis e heterossexual era uma doença, perversão ou um transtorno mental, provavelmente oriundo das crenças de uma sociedade judaico-cristã que procuravam respaldar, na ciência, valores religiosos.

O primeiro livro que abordou a questão da homossexualidade foi em 1886 chamado “Psychopathia Sexualis”, onde o sexólogo Richard Von Krafft-Ebing propôs que a homossexualidade era causada por uma “inversão congênita” que ocorria durante o nascimento ou era adquirida pelo indivíduo ao longo da vida.

Já em 1952, a Associação Americana de Psiquiatria publicou seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, e nessa época os especialistas acreditavam que a homossexualidade era, cientificamente, um distúrbio mental, e vários estudos foram realizados para comprovarem essa tese. No entanto, devido à falta desta comprovação, a Associação Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade da lista de transtornos mentais em 1973.

Dois anos mais tarde, a Associação Americana de Psicologia também passou a adotar a mesma posição, já que os estudos mostravam que não existia formas de “conversão de homossexual para heterossexual”, e que isso resultava em muitos sofrimentos.

Entendeu-se que a aceitação era o que livrava a pessoa do sofrimento psíquico, assim como quando elas deixavam de ser vítimas de homofobia. A partir daí, ficou entendido pelos profissionais de psicologia a não lidarem mais com esse tipo de pensamento, evitando preconceito e estigmas falsos.

No entanto, a Organização Mundial de Saúde incluiu o “homossexualismo” como doença mental em 1977, sendo que esta foi retirada apenas em 1990, e o termo passou a ser “homossexualidade”.

Cada país trata os LGBTs de modo diferente. Aqui no Brasil, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a orientação sexual como doença já em 1985, mesmo que ainda hoje haja profissionais que atuem na terapia de “cura gay” clandestinamente.

Hoje entende-se que as diferentes sexualidades ou identidades de gênero são apenas variações da natureza como qualquer outra, não se tratando de “certo” ou “errado”. Há pessoas negras, brancas, asiáticas, indígenas, altas, baixas, biotipo para ser magra, biotipo para ser gorda, e, dentro dessa pluralidade, há as variações sexuais.

Além disso, também entende-se que a relação sexual não tem apenas o fim reprodutivo, mas proporcionam intimidade física e têm o propósito do prazer e criar vínculos afetivos.

Em praticamente todas as espécies de animais existe a homossexualidade. A homofobia só existe com os humanos.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"