Neste dia 15 de maio é comemorado o Dia do Orgulho Travesti e Transexual, mais popularmente conhecido como Orgulho Trans, em homenagem a primeira ONG da América Latina a lutar pelos direitos dessa parte da população, que foi fundada em 1992, nesta data, no Rio de Janeiro.

A ONG se chama ASTRAL – Associação de Travestis e Liberados, e foi idealizada por seis travestis, incluindo Jovanna Cardoso da Silva, Jossy Silva, Elza Lobão, Beatriz Senegal, Raquel Barbosa e Munique do Bavier. Assim como a população trans luta até hoje, a ASTRAL tinha como objetivo o enfrentamento da violência, a inclusão social e o resgate da cidadania plena, assim como a prevenção da contaminação do vírus HIV.

Segundo o FONATRANS, Fórum Nacional de Travestis e Transexuais, a data simboliza uma marca histórica para o segmento no Brasil, já que pela primeira vez a população trans se organizava de forma política, causando visibilidade e repercussão na mídia, que publicizavam a ação, dada a sua importância ao articular essas pessoas em associações, para aumentar as forças coletivas e lutar pela existência das pessoas Travestis e Transexuais.

Foto: Reprodução
“O Fórum de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro reconhece, ratifica e institui nacionalmente, a partir do ano de 2017, o Dia 15 de maio, como o *DIA DO ORGULHO DE SER TRAVESTI E TRANSEXUAL*, para que a nossa história seja lembrada, fique registrada e conhecida nacionalmente, e para que tenhamos cada vez mais Orgulho de ser quem somos!”
Hoje em dia há diversos grupos que apoiam a instituição e reconhecem a importância do Dia do Orgulho Trans, incluindo:
ABGLT – ABRAFH – ANOTTRANS – ANTRA – ASTRA – ANTRAFA – ATRANS-CE – CEDS-RJ – FONATRANS – FORUMTT-ES – FORUMTT-PI – IBRAT – IBTE – RENOSP LGBT – UNALGBT – UNEGRO LGBT – AGPT – ALIANÇA NACIONAL – SEMEAR DIVERSIDADE.

Medidas de isolamento em países da América Latina deixam pessoas trans vulneráveis

Segundo uma matéria publicada no último dia 4 de abril, diversos países da América Latina estão segregando os dias em que mulheres e homens podem sair de casa devido ao surto de coronavírus, levando as pessoas trans a ficarem em um limbo jurídico. No Panamá, por exemplo, uma mulher trans foi multada por ter saído de casa em um dia reservado as mulheres.

Tanto o Panamá quanto o Peru promulgaram a regra de que homens e mulheres podem sair de casa em dias separados. Segundo o presidente do Peru, Martín Vizcarra, o decreto facilita às forças de segurança a monitorarem a movimentação de pessoas e consegue reforçar a quarentena.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".