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O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a quebra de sigilo de 49 contas no Twitter e Facebook acusadas de atacar a vereadora Erika Hilton (PSOL). A ação de Hilton foi movida contra 50 perfis, mas um deles não foi localizado. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.

Um dos acusados visitou o gabinete de Hilton se identificando como “garçom reaça”. A investigação da Polícia Civil o enquadrou no artigo 65 da Lei nas Contravenções Penais, que versa sobre molestar alguém ou perturbar a tranquilidade.

Segundo a defesa de Hilton, as postagens traziam xingamentos e ofensas como  “ser desprezível”, “raça imunda”, “vagabunda”, “jumenta”, “traveco” e “cabelo desse serve pra tirar ferrugem de ferro”. A ação pede para que cada um dos proprietários sejam condenados a pagar uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.

O valor da reparação, segundo o mandato da vereadora, será usado para pagar custos de cartório para retificação de nome e gênero de pessoas trans em situação de vulnerabilidade, até que a gratuidade esteja prevista em lei.

49 perfis que atacaram Erika Hilton terão sigilos quebrados pela Justiça
Reprodução

Erika Hilton é eleita presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de SP

A vereadora Erika Hilton (PSOL) foi eleita neste dia 23 de março como presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de São Paulo. As informações são do canal Rede Brasil Atual.

Com o feito, ela passa a ser a primeira mulher negra e a primeira trans na coordenação de uma Comissão da Casa Legislativa do país. Junto com ela, o vice-presidente do grupo será Eduardo Suplicy (PT).

A indicação de Hilton veio pelo vereador Xexéu Tripoli (PSDB) e contou com o voto dos outros cinco parlamentares que formam a Comissão de Direitos Humanos da Câmara paulistana.

“Trabalharemos em projetos para minimizar o racismo em São Paulo. Para construir caminhos sólidos na luta antirracista a partir das instituições. A comissão pretende valorizar e aproximar os grupos que já atuam nessas frentes”, disse a vereadora à Carta Capital.

Erika Hilton é eleita presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de SP
Reprodução
Erika Hilton também reafirmou a urgência de resgatar os valores dos direitos humanos. “É urgente nos reorganizarmos para, pedagogicamente, contra atacar e resgatar os valores dos direitos humanos, os direitos universais, a partir da luta concreta da nossa cidade, para denunciar violações de nossos direitos e criar mecanismos de prevenção e superação das mazelas e violências contra as maiorias sociais minorizadas”, concluiu.
Erika Santos Silva, mais conhecida como Erika Hilton, nasceu no dia 9 de dezembro de 1992 e é uma ativista dos direitos negros e LGBT e política brasileira. Nascida em Franco da Rocha, no interior de São Paulo, ela cresceu na periferia de Francisco Morato, localizado na região Metropolitana de São Paulo.
Na adolescência foi forçada a frequentar a Igreja, em busca de uma “cura” vinda de Deus por sua condição como pessoa trans. Aos quinze, foi expulsa de casa e foi morar na rua, onde recorreu à prostituição como meio de sobrevivência. Após seis anos, foi resgatada pela sua mãe e com seu apoio retomou os estudos.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".