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O ex-jogador de volêi Giba publicou em seus stories no Instagram uma imagem que dizia “Ser gay não é uma escolha, ser homofóbico é”, comemorando o dia 17 de maio, Dia Internacional contra LGBTQIfobia.

Seu posicionamento repercutiu porque, recentemente, o ex-atleta concedeu uma entrevista ao Eduardo Bolsonaro e foi amplamente criticado ao dizer que não é legítimo que pessoas como Tiffany disputem campeonatos de vôlei com mulheres cisgêneros.

Fala fundamentada em fake news

“Se perguntar pra mim, [a resposta é]: faz um campeonato deles [transexuais]. Não tenho problema com gênero, com nada, mas é completamente fora do normal. Joguei com ele [Tifanny] quando ele era homem ainda, hoje em dia joga com mulheres. Ele foi fazer a cirurgia com 30 e poucos anos, e por mais que você faça o tratamento, ele não vai perder aquela força a mais que temos em relação às mulheres”, disse o ex-atleta no canal do Youtube de Eduardo Bolsonaro. 

“Uma pergunta que faço para todo mundo pensar um pouco: se uma mulher é pega no doping com testosterona, ela fica quatro anos fora das quadras. E por que isso não é o contrário? É um questionamento que eu deixo para vocês pensarem um pouquinho”, falou Giba.

Na conversa, Giba utilizou uma fake news de 2018, desvendada pelo site Boatos.org: “É um caso bem complicado. Eu sou presidente da Comissão Mundial dos Atletas na Suíça e a gente teve essa discussão. Tinham federações que aceitavam, mas as confederações não. Tivemos essa discussão. […] Um caso que deu embasamento para que a gente não deixe isso acontecer foi o que aconteceu, se não me engano, em um campeonato de luta. Tipo MMA. Uma menina que fez isso da Bélgica, ela deu uma porrada na cabeça de uma tailandesa e a menina morreu com traumatismo craniano. E aí? Como a gente vai deixar isso acontecer?”, disse Giba. De acordo com o Boatos.org, no entanto, a tal luta sequer aconteceu, já que as lutadoras citadas na notícia simplesmente não existem. Além disto, as fotos vinculadas à notícia “original” são do velório de outra pessoa – no caso, um diretor de uma delegacia, e não da tal lutadora, sinaliza reportagem do UOL.




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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"