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O vereador pelo Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), quer proibir que atletas trans participem de competições esportivas no município caso se inscrevam para disputar as provas com o gênero com o qual se reconhecem. As informações são do Extra.

A proposta diz que, no momento em que os organizadores fossem pedir autorização para realizar o evento, eles teriam que preencher um termo em que declaram não haver pessoas trans em provas que não sejam do seu sexo biológico. O descumprimento acarretaria multa de R$ 10 mil e revogação da licença do evento. A prefeitura também não poderá oferecer bolsas para atletas trans que disputam provas com o sexo oposto.

A nova medida valeria para qualquer competição de que a prefeitura participasse, de forma direta ou indireta, incluindo as realizadas em instituições públicas ou patrocinadas pelo município. Ou seja, qualquer instituição que receba alguma subvenção do município ficariam proibidas de inscrever os atletas trans. Carlos argumenta que a medida é para conter a “difusão da ideologia de gênero”.

“Com esse argumento pseudocientífico, e de clara ordem política arbitrária, ativistas LGBT defendem que pais e mães devem permitir que seus filhos decidam na mais tenra idade, questões de identidade sexual”, diz parte do texto publicado no Diário Oficial da Câmara nesta sexta-feira.

Após ter sigilo bancário quebrado, Carlos Bolsonaro apresenta projeto para proibir trans no esporte
Carluxo em momento descontraído – Reprodução

Recentemente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Carlos Bolsonaro na investigação que apura a contratação de funcionários “fantasmas” no gabinete do parlamentar.

O Ministério Público do Rio de Janeiro trabalha com a possibilidade de um esquema de “rachadinha” no gabinete de Carlos na Câmara dos Vereadores. O pedido foi feito pelo MPRJ à Justiça do Rio. A decisão, de primeira instância, foi tomada em 24 de maio pela 1ª Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado da Justiça fluminense.

Eleito vereador do Rio pela primeira vez em 2001, Carlos Bolsonaro está no sexto mandato consecutivo e, nesses 20 anos, dezenas de pessoas já foram nomeadas em seu gabinete. O regulamento da Câmara do Rio diz que esses assessores têm que cumprir uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, mas há indícios que vários desses funcionários simplesmente não cumpriram o expediente na casa.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"

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