GAY BLOG BR by SCRUFF

A influenciadora digital Alexia Brito, 19 anos, conhecida na internet como “Bota Pó“, é a estrela da edição digital de junho da Capricho. Nesta sexta-feira (21), foi ao ar a entrevista com a influenciadora, que disse ser um sonho posar para a capa da revista.

“Quero muito que outras garotas, como eu, se encontrem nesta capa também”

Alexia brito estrela capa da Capricho
Alexia Brito estrela capa da Capricho (Foto: reprodução/Instagram/@capricho/@botaa_po)

Sempre fascinada por moda, Alexia vê a moda como um elemento político e gosta de explorar as diversas possibilidades de expressão por meio dela. A influenciadora espera que espera que sua trajetória inspire outras pessoas e ajude a promover a inclusão e o respeito à diversidade. “A gente é tão diversa. Precisamos evoluir muito para sair desse lugar tão pequenininho que nos colocam a todo instante”, afirma.

Alexia encontrou inspiração com a internet

Alexia ganhou visibilidade na internet em 2021 com seu humor característico, mas recentemente tem se dedicado a produzir conteúdos de moda e discutir a causa LGBTQIA+. “Comecei na internet bem humorada e isso nunca vai morrer em mim, é a minha essência, mas também quero impactar as pessoas de outras formas”, afirma à revista Capricho.

Crescendo em Bacabal, Alexia sempre gostou do universo feminino, mas as referências eram limitadas e estereotipadas. “Para mim, eu ia ser uma gay afeminada, vestida com roupas de mulher e nunca ia ser tratada no feminino”, lembra.

Alexia Brito para a Capricho (Foto: reprodução/Jonathan Wolpert/Capricho)

Foi através da internet que ela encontrou inspiração em figuras como Urias e Erika Hilton, além de se tornar uma referência para outras garotas trans. “Sou muito aliada na causa LGBTQIAP+. E não teria como ser diferente: sou uma mulher trans e vivo no país que mais me mata”, diz.

Aos 15 anos, em meio à pandemia, Alexia fez uma live no Instagram, com mais de quatro mil pessoas e declarou, publicamente, sua transição de gênero. “Contei que me via como menina e que a partir daquele momento eu não queria mais ser tratada no masculino”, relembra. A revelação trouxe apoio de muitas figuras públicas, mas também muito ódio. “Foi difícil ouvir pessoas falando que ‘eu’ não era ‘eu’“, conta à Capricho.

Ser uma mulher trans no Brasil

Segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra), divulgados em janeiro de 2024, em 2023 foram registradas 155 mortes de pessoas trans, sendo 145 assassinatos e 10 suicídios. Esses dados registram um aumento de 10% em relação ao ano anterior, 2022, que foram 131 mortes registradas.

Alexia Brito (Bota Pó) para a Capricho
Alexia Brito para a Capricho (Foto: reprodução/Jonathan Wolpert/Capricho)

Diante dessa realidade, Alexia reconhece seus privilégios como mulher trans branca e que possui um trabalho. “Sou uma mulher trans, mas sou branca, trabalho com publicidade, tenho uma fonte de renda”, disse.

Bota Pó se declara uma menina trans




Junte-se à nossa comunidade

Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais, eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.

Comente