A Caloi, famosa marca brasileira de bicicletas, anunciou no último dia 13 de fevereiro o lançamento da “Caloi Rainbow”, que visa apoiar a causa LGBT+. Os lucros dessa bicicleta serão 100% revertidos à ONG Casa 1, em São Paulo, que é um centro de acolhimento para LGBTs expulsos de casa.

“Como diz a nossa assinatura, fabricamos ciclistas. Mas, antes de tudo, fabricamos respeito” – diz Eduardo Rocha, diretor de marketing da Caloi. “Acreditamos que fazemos o que fazemos porque ‘movemos pessoas por um mundo melhor’, como diz nosso propósito. E dar visibilidade a causas tão latentes faz nossos pedais girarem mais rápido e nosso guidão apontar na direção de uma sociedade mais justa. Temos orgulho de ser uma empresa para todos” – completa.

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A ideia de fazer a Caloi Rainbow vem do “Comitê da Diversidade” criado pela empresa em 2019 em parceria com a agência Tribal WorldWide. O comitê alterou as cores do logotipo da Caloi em junho do ano passado para as cores do arco-íris para comemorar o mês da visibilidade LGBT+.

São 260 unidades custando R$ 999. Elas estão disponíveis no Mercado Livre.

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QUEM LACRA, LUCRA

Segundo um relatório desenvolvido pelo BCG (Boston Consulting Group) em parceria com a Open for Business, as companhias que abertamente são adeptas em prol da causa LGBT atraem 20% a mais de recursos estrangeiros.

“O estudo comprova que o posicionamento público contra a discriminação LGBT é um imperativo para empresas que pretendem se internacionalizar” – diz Fleuri Arruda, do BCG Brasil – “Esperamos que isso ajude a encorajar mais companhias a adotar políticas semelhantes, como incluir a causa LGBT+ em sua estratégia de negócios. Essas empresas podem catalisar transformações sociais nas comunidades em que estão inseridas, especialmente em países LGBTs que sofrem sérias limitações”

O estudo também afirma que as empresas que apoiam abertamente a inclusão desenvolvem marcas mais fortes, registram melhor orientação ao cliente e são vistas com uma governança corporativa mais forte.

Empresas que defendem a causa LGBT+ atraem 20% mais recursos internacionais

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".

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