Na China, os casais LGBTs estão utilizando a internet para se casar. O país, conhecido por sua moral conservadora, tem tido um movimento crescente para a legalização do casamento civil igualitário, especialmente entre os jovens.

Segundo informações apuradas pelo G1, como o casamento ainda não é possível, os chineses celebram a união através de um aplicativo de celular que emite certidões de casamento digitais, que podem ser compartilhadas com amigos, familiares ou colegas.

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Foto: Reuters

A legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo foi uma das pautas mais sugeridas em 2019 pelo povo quando os deputados pediram ideias para elaborar o primeiro Código Civil chinês.  No entanto, os políticos chineses publicaram no mês passado um texto dizendo que casamento é “a união entre um homem e uma mulher”.

Um ativista LGBT chinês, Sun Wenlin, disse que o pronunciamento foi uma “grande decepção”, vindo daí a ideia de desenvolver o aplicativo para aumentar a visibilidade dos casais gays. Até a publicação desta notícia, foram cerca de 3.000 casamentos pelo app.

“Você não pode tirar folga quando seu marido ou seus pais estão doentes. Pelo menos não tão facilmente quanto é para os casais heterossexuais”, diz Guo.

Os casais homoafetivos chineses que desejam ter um filho precisam viajar para o exterior para ter acesso à reprodução assistida ou uma barriga de aluguel.

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Apesar do “balde de água fria” na comunidade LGBT, o país tem, lentamente, avançado perante os direitos. Em 1997, a homossexualidade deixou de ser crime no país e, em 2001, passou a não ser mais considerada um problema mental. Além disso, nos últimos anos há um aumento da visibilidade dos homossexuais na imprensa, apesar de que em filmes ou programas de TV o assunto ainda é tratado muito raramente.

Só que no novo Código Civil há uma cláusula que autoriza o proprietário de um bem a conceder a uma pessoa o direito de morar nele pelo resto da vida, independente do seu sexo.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".