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O Catar, país do Oriente Médio conhecido por sua cultura que para nós, ocidentais, soa bastante intolerante quanto a diversidade, vai permitir bandeiras e símbolos LGBTQIA+ na Copa do Mundo de 2022. A informação veio no último dia dez de dezembro (via UOL CULTURA).

“Temos um país que é conservador, mas somos um país acolhedor. Somos abertos e acolhedores. Entendemos a diferença nas culturas das pessoas. Entendemos a diferença nas crenças também e, por isso, penso, mais uma vez, que todos serão bem vindos e tratados com respeito” – declarou o presidente-executivo da Copa do Mundo de 2022, Al-Khater.

O Catar tem um sistema de governo monárquico absolutista e segue um código religioso que impede relações de pessoas do mesmo gênero. Justamente por isso, ainda há uma preocupação quanto à segurança dos LGBTs fora das arenas, considerando a cultura local.

A Copa do Mundo no Catar vai ser a primeira da história a ser disputada no Oriente Médio. A competição será entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro de 2022.

Catar vai permitir símbolos LGBTQIA+ durante a Copa do Mundo de 2022
Reprodução

COMO É SER LGBT NO CATAR?

No país do oriente médio, os LGBTs podem, na teoria, ser punidos com a pena de morte, pois, segundo as escrituras da religião muçulmana, trata-se de um haram, que é um termo árabe para as proibições do Corão.

Na prática, os encontros não são proibidos, mas as pessoas em si se encontram mas não mostram o rosto publicamente. Também não há, oficialmente, lugares LGBTs, mas há bares clandestinos conhecidos por abrigar membros dessa comunidade.

Apesar da abertura para os jogos da Copa do Mundo, Al-Khater disse em outra ocasião que o pudor e a vestimenta devem ser respeitadas, e que as manifestações públicas de afeto entre LGBTs estão desaprovadas.

“Se as pessoas seguirem o conselho de não manifestar seu afeto publicamente, não acho que poderão ser identificadas” – disse Al Khater em comunicado (via O GLOBO).

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".