Curtindo a Copa na Rússia, só se for assim! Seis ativistas tomaram as ruas de Moscou com suas camisas de times de futebol em protesto contra a discriminação russa frente LGBT+. O grupo combinou as cores de suas camisas para formar a bandeira do arco-íris e subverter criativamente as leis que proíbem a “propaganda” LGBTI. O projeto, chamado The Hidden Flag, já tem site.

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rússia

O grupo explicou que desde a criação da bandeira do arco-íris, há 40 anos, as exibições de orgulho LGBTI ainda são ilegais em muitos países. A Rússia é, obviamente, a principal entre estas, e as autoridades tentam regularmente esmagar o ativismo LGBTI.

“É por isso que, aproveitando o fato de que o país está hospedando a Copa do Mundo, ao mesmo tempo várias capitais do mundo estão realizando suas prides, decidimos denunciar essa situação e levar nossa bandeira para as ruas da Rússia”, disse o grupo ao site Gay Star News.

Sim, em plena luz do dia, diante das autoridades russas, da sociedade e do mundo inteiro. A camisa de seis país – Espanha, Holanda, Brasil, México, Argentina e Colômbia – juntos, formaram a bandeira arco-íris e percorreram lugares emblemáticos da Rússia, levando a cada esquina uma luta que nunca deve ser silenciada.

O grupo é formado por Marta Márquez (Espanha), Eric Houter (Holanda), Eloi Pierozan Junior (Brasil), Guillermo León (México), Vanesa Paola Ferrario (Argentina) e Mateo Fernández Gómez (Colômbia).

LEI CONTRA PROPAGANDA GAY

O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos considerou ano passado que a legislação russa que proíbe a “propaganda” gay é “discriminatória” e que promove a “homofobia”. O parecer é uma forte reprimenda a Moscovo. Três ativistas russos colocaram o assunto na ordem do dia quando foram detidos entre 2009 e 2012 por protestarem contra uma lei local, que pouco depois se tornou modelo para uma legislação anti-gay a nível nacional.

Este pacote legislativo proíbe que seja dada a crianças qualquer tipo de informação sobre a homossexualidade e tem dificultado a conquista de direitos civis por parte de homossexuais russos. Num recente, o filme “A Bela e o Monstro” foi banido dos cinemas russos por conter uma paixão gay.

A homossexualidade foi considerada crime na Rússia até 1993, data em que foi descriminalizada, mas o preconceito resistiu às mudanças legislativas. Acredita-se que a lei anti-gay russa contribuiu para um aumento dos crimes de ódio em todo o país com pessoas homossexuais a serem atraídas para encontros, para serem espancadas e humilhadas, muitas vezes enquanto são filmadas.

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