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A deputada estadual Erica Malunguinho (PSOL) é a primeira mulher trans na lista das 100 pessoas negras mais influentes do mundo em 2020 na área de política e governança pelo MIPAD, sigla em inglês para “Most Influential People of African Descent” (Mais Influentes Afrodescendentes, em tradução livre) que é endossada pela ONU e foi divulgada pela Forbes. A informação foi publicada no site oficial da revista de negócios e economia no último dia 7 de outubro.

“Impossível me furtar a registrar que sou a primeira mulher trans reconhecida por essa iniciativa, não por vaidade ou disputa, mas para demarcar um ponto que situa morosidades, atrasos, limites…” – disse Malunguinho em seu Twitter.

O MIPAD identifica, desde 2017, os nomes mais importantes do empreendedorismo sob o comando dos negros, assim como personalidades relevantes para o desenvolvimento, justiça e reconhecimento da África e de seu povo dividido em quatro categorias: Política & Governança, Negócios & Empreendedorismo, Mídia & Cultura e Humanitarismo & Ativismo. O Brasil é o país com o maior número de negros fora do continente africano, com 118,9 milhões de pessoas.

Dentre os brasileiros que já apareceram na lista em anos anteriores estão Kondzilla, Adriana Barbosa, Neymar, Taís Araújo, Lázaro Ramos, Rene Silva, Lisiane Lemos, Danilo Lima, Paulo Rogério e Nina Silva. Já este ano, além de Malunguinho, há a cantora IZA, Leo Santana, a bailarina Ingrid Silva, o jornalista Renan Souza e diversos outros.

Erica Malunguinho é a primeira trans a figurar na lista de afros mais influentes da Forbes
Reprodução

Erica Malunguinho protocola PL para proibir homenagens escravocratas em São Paulo

O Projeto de  Lei nº 404/2020 visa proibir, em todo o estado de São Paulo, homenagens a escravocratas e a eventos históricos ligados ao exercício da prática escravista no Brasil.

O projeto de Erica Malunguinho tem como objetivo estabelecer uma política pública de combate ao racismo no que diz respeito ao reconhecimento do direito a verdade e a memória da população negra. Isso significa que ficam proibidas vias e logradouros públicos, prédios, rodovias e locais públicos estaduais, além da edificação e instalação de bustos, estátuas e monumentos, na administração pública direta e indireta, no âmbito estadual.

“Há tempos o movimento negro brasileiro sinaliza a necessidade de mudanças nas formas de narrar a História do Brasil. Os monumentos, por exemplo, são materiais da memória coletiva, de forma que eles são utilizados para documentar o passado das sociedades e povos.  A História oficial do Estado brasileiro ainda reproduz narrativas que excluem as experiências das populações negras e indígenas. Esta manifestação do racismo estrutural cria barreiras para a efetivação plena da democracia”, diz a deputada Erica Malunguinho. Continue lendo.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"