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Um áudio que circulou nesta semana com orientações para que uma grande rede de farmácias, a São João, negasse a admitir funcionários gordos, gays e com piercing está nas mãos da Polícia Civil do Rio Grande Sul. Inicialmente, a farmácia negou que o áudio fosse de uma funcionária deles, mas nesta sexta-feira, dia 22 de outubro, eles admitiram o erro. As informações são da Folha de São Paulo.

Já a São João divulgou um comunicado afirmando que fez uma investigação interna e constatou que o áudio foi de uma funcionária sem conhecimento da direção da empresa e por um canal não oficial. Além disso, saiu no Jornal da Band que ela foi demitida.

“Foi um ato totalmente isolado de uma colaboradora, que não condiz com as práticas da empresa”, diz a nota. “A Rede de Farmácias São João vem, por nota, novamente, reafirmar seu compromisso e respeito incondicional com a diversidade e inclusão. Como já foi comunicado, a empresa repudia toda e qualquer manifestação que possa contraria o ideal e valores de respeito aos direitos humanos”.

No dia 18, a rede de farmácias disse que o conteúdo era falso e havia sido publicado por pessoas de fora e desconhecidas para prejudicar a imagem da empresa.

Farmácia identifica funcionária que gravou áudio pedindo para não contratar "v1ad0s que desmunhequem"
Reprodução

O áudio vazado diz: “Você sabe, que feio e bonito é o mesmo preço, né, gente? Então, vamos cuidar muito das nossas contratações. Pessoas muito tatuadas vocês sabem que a empresa não gosta. Piercing na língua, no nariz, na testa, não pode. A gente lida com saúde. Pessoas muito gordas vocês sabem que… então, assim, cuidem as aparências. Cuidem as aparências.

Se pegar alguém, com todo respeito, v14d0, e tudo mais, tem que ser uma pessoa alinhada, que não vire a mão, desmunheque, então vamos cuidar das equipes que nós vamos pegar: gente boa, com disposição e com vontade – diz a recrutadora — “Não esqueça: feio e bonito a gente vai pagar o mesmo preço. Então, vamos pegar os bonitos, né? Nós não somos bobos, nem nada.”

O delegado responsável pelo caso, Antonio Carlos Ractz, afirma que identificou a origem do conteúdo e o nome da mulher que enviou o áudio, reforçando que ela pode pegar entre 2 a 5 anos pelo crime de homofobia. O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul também abriu inquérito para investigar o áudio que circula nas redes sociais.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"

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