O jornalista Chico Felitti criou o podcast “Muitas Vidas” para contar histórias de pessoas comuns que tiveram entes queridos mortos últimos meses durante esse período de pandemia com o coronavírus. Entre os episódios há destaque para Miss Biá, nome drag de Eduardo Albarella, falecido em junho.

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Aqueles que quiserem ouvir, os episódios são semanais e o podcast está disponível com exclusividade no aplicativo da Orelo, que pode ser baixado tanto pela Apple Store quanto pelo Google Play.

“A ideia foi criar um conteúdo que conte de forma humana e afetiva as histórias incríveis de tantas pessoas que tiveram suas vidas encerradas. Queremos que elas sejam lembradas por tudo o que foram, fizeram e viveram e mais do que isso, queremos dar nome e rosto a todos os números que vemos todos os dias e que pode nos passar despercebido”, conta o jornalista.

Divulgação

Tida como símbolo de luta, resistência e amor pela arte do transformismo/drag queen, Miss Biá venceu inúmeras barreiras, desafiando a ditadura, o tempo e as gerações. Aclamada por muitos, ela partiu deixando um importante legado e muitas saudades de amigos e de todos da comunidade LGBTQ+.

Além dessa também já estão contadas as histórias de Gercina Pereira Dias, Cleber Xereguim e Marcelo Bittencourt.

Miss Biá é homenageada em podcast
Reprodução

MORTE DE MISS BIÁ

Eduardo Albarella, conhecido dentro do meio LGBTQIA+ como Miss Biá, morreu aos 80 anos no dia 3 de junho, em São Paulo, vítima do coronavírus.

“Temos um ditado entre nós de que ‘quando uma de nós morre, nós morremos um pouco’. Com a perda da Miss Biá ouso dizer que só hoje perdemos muito!” – disse a Drag Queen Ikaro Kadoshi, famosa pelo programa de TV Drag Me As a Queen.

Já a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo emitiu uma nota de pesar:

“Miss Biá, persona de Eduardo Albarella de 80 anos, começou na arte do transformismo no início da década de 60 e não parou mais. Arte, irreverência e bom humor. Estamos em luto. A saudade estará sempre presente”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".