A livraria Left Bank Book, localizado em Missouri, nos Estados Unidos, decidiu remover todos os livros de Harry Potter após as declarações de J.K Rowling sobre transexualidade.

“Os comentários públicos de Rowling sobre pessoas transexuais, especialmente sobre mulheres transexuais, são flagrantes, ofensivos e deliberadamente ignorantes. E não e apenas isso, mas [a autora] tem uma plataforma global para esse fanatismo que o torna ainda mais perigoso” – disse o dono da livraria, Jarek Steele, que é um homem transexual, em comunicado oficial via ABC.

“Não é como se não estivéssemos tentando dar o benefício da dúvida e a oportunidade de entender e esclarecer a sua posição. A amamos. Adoramos suas histórias. E, mesmo assim, aqui estamos, em um mundo invertido, em que a pessoa que escreveu histórias que eram verdadeiras celebrações inclusivas e afirmativas da comunidade degradada as mesmas pessoas que as leram” 

Steele também diz que a violência é um “flagelo”, especialmente daqueles “cujas palavras chegamos a confiar e amar”

“Como pessoa transsexual, estou particularmente decepcionado, magoado e chateado. Amei estes livros (…) mas agora poluiu o que para a nossa família e para a nossa loja era uma experiência maravilhosa.”

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AUTORES DEIXAM EDITORA DE JK ROWLING

Quatro autores literários decidiram deixar de trabalhar com a Blair Partnership – editora de JK Rowling – após a autora do Harry Potter fazer declarações em que foi acusada de transfobia.

Três deles tiveram seus nomes revelados: Fox Fisher, Drew Davies e Ugla Stefanía Kristjönudóttir Jónsdóttir, enquanto um quarto, segundo informações do The Guardian, preferiu manter o anonimato.

Em declaração conjunta, os três disseram que pediram para que a editora “reafirmasse seu compromisso com os direitos das pessoas trans”, mas que a companhia de JK Rowling aparentemente “era incapaz de se comprometer com qualquer ação que julgávamos apropriada e significativa”.

“A liberdade de expressão só pode ser mantida se as desigualdades estruturais que impedem oportunidades iguais para grupos sub-representados forem desafiadas e alteradas”.

Antes de levar o assunto ao público, houve uma tentativa de diálogo com a empresa, porém, segundo Jónsdóttir, foi sem sucesso. Já a Blair Partnership disse que é seu “dever, como agência literária, apoiar a todos nessa liberdade fundamental”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".

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