A empresa SEGA, mais conhecida aqui no Brasil por ser a desenvolvedora dos jogos do Sonic e também pelos videogames Master System e Mega Drive, resolveu homenagear o Pride Month (Mês do Orgulho) e colocou seu logotipo com as cores da bandeira do arco-íris.

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A empresa é considerada uma das que mais apoiam os LGBTs dentro do mundo dos games. Em 2019, durante relançamento do jogo “Yakuza”, a SEGA decidiu remover conteúdos que poderiam ser considerados homofóbicos presentes no jogo original. Segundo o produtor da série, Daisuke Sato, ao conversar com o canal MCV, o pensamento de dez anos atrás é muito diferente do de hoje:

“Há problemas técnicos [a serem corrigidos], mas também há conteúdos que precisam ser modificados porque eles não se aplicam ao pensamento moderno. O primeiro jogo [de Yakuza] já tem dez anos, e naquela época a percepção da comunidade LGBTQ era diferente de hoje.”

Vale dizer que no ano passado, a subsidiária da SEGA, Hardlight, aproveitou o dia internacional contra a homofobia, bifobia e intersexismo para colocar uma foto do Sonic junto com a bandeira LGBT.

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O SONIC É GAY?

No dia 6 de março de 2020, noticiamos aqui no GayBlog esclarecendo uma grande polêmica: o Sonic, personagem mais icônico da SEGA, é gay ou não? A jornalista britânica Helen Ashcroft publicou em 19 de fevereiro, que o i personagem dos games, Sonic, é ou se tornaria um ícone LGBTQI+, dando uma série de razões pelas quais ele deveria ser, rendendo uma grande polêmica dentro da comunidade. A postagem original veio no site The Gamer.

“Apesar do Sonic está em nossos jogos e em nossos corações há mais de 30 anos, ainda há muito que não sabemos sobre o azulão coletor de anéis, como sua sexualidade. Isso nos fez considerar a real possibilidade de que o Sonic poderia – e acreditamos nisso – que ele é gay”.

Ashcroft argumenta que o Sonic nunca demonstrou interesse amoroso na Amy Rose, personagem declaradamente apaixonada por ele. Apesar disso, ele demonstra um afeto por ela no nível da amizade, o que poderia indicar a típica amizade do “melhor amigo gay”. Outro argumento é de que o Sonic e o Tails poderiam ser mais do que “melhores amigos”, e que o menino-raposa fica, de fato, sempre ao lado do mascote em todos os momentos.

A própria relação do Sonic com o Knuckles é colocada em pauta, mostrando que ambos os personagens podem ter uma relação homoerótica.

“A comunidade LGBTQ+ ainda é pouco representada e a apresentação de relações homossexiais em todos os lugares como normal, válida e tão comum quanto a heterossexual é vital para combater a intolerância e a homofobia.

Um ícone tão amado como o Sonic poderia fazer grandes coisas para a comunidade, que infelizmente, ainda sofre de perseguição e bullying. Além disso, por um outro ponto de vista, traria incríveis pautas. SEGA está realmente perdendo publicidade por não seguir um caminho tão claro em sua frente”

Evidente que todos nós, membros da comunidade LGBTQIA+, amamos ver a representatividade em todas as mídias e um personagem tão popular quanto o Sonic seria excelente para ajudar na desconstrução da homofobia.

No entanto, pesquisando um pouco mais sobre o personagem, é fácil concluir que ele não é. Nos jogos de videogame, ele inicialmente teria uma namorada humana chamada Madonna, algo eventualmente descartado pela SEGA dos Estados Unidos, e ele também teve um romance com uma outra humana: Elise.

Nas histórias em quadrinhos e desenhos animados ele tem um romance com a personagem Sallly Acorn e, ao longo das publicações, ele também já teve “crushes” em diversas outras personagens femininas.

O mesmo vale para o Knuckles, que nos games demonstra interesse romântico nas personagens Rouge the Bat e Shade the Echidna, e o próprio Tails, que fez par com a Cosmo no desenho Sonic X.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".