Na última terça-feira, dia 22 de setembro, o relações públicas na Europa, Oriente Médio e África do TikTok, Theo Betram, foi questionado pelo comitê parlamentar britânico sobre a censura de conteúdos LGBTQIA+ na rede social. “Eu realmente sinto muito. Nós entendemos errado. E era o início do TikTok. Tivemos uma boa intenção, mas foi errado” – disse (segundo o Pink News) argumentando que a ideia original era evitar que as pessoas sofressem cyberbullying. Tanto que a censura não era relacionada apenas à orientação sexual e identidade de gênero, mas também com pessoas gordas e deficientes físicos.

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“Mas estou satisfeito em dizer que isso é coisa do passado, e acho que o TikTok é um lugar onde o [movimento] Body Positive, comunidade LGBT+, não se sinta apenas protegidos, mas também possam celebrar e expressar”.

TikTok admite que errou ao censurar conteúdo LGBTQIA+: "Queríamos evitar o cyberbullying"
Reprodução

A polêmica se deu em 2019, quando o site alemão netzpolitik.org, conseguiu a informação de uma fonte anônima de que os posts relacionados aos recortes sociais citados tinham alcance limitado, independente do conteúdo. As regras diziam que eles poderiam ser muitos “suscetíveis a assédio ou cyberbullying baseado em sua condição física e mental”.

Dentro da lista de pessoas “especialmente vulneráveis” estavam aqueles que colocavam a bandeira do arco-íris em suas biografias, ou que apenas se descrevessem como gays, lésbicas e não binários.

No início do mês de setembro, a Australian Stategic Policy Institute (ASPI) fez um levantamento que o TikTok estava censurando as hashtags “gay”, “lésbica” e “transgênero” em países como a Rússia, Estônia, Bósnia e Arábia. Isso estava afetando os membros da rede social do mundo inteiro, independente do país onde eles vivem.

Na ocasião, um porta-voz do TikTok disse que a plataforma está “profundamente comprometida com a inclusão” e negou qualquer tipo de censura. No entanto, alguns termos precisam ser restritos devido às leis locais, enquanto outros termos precisam porque o público também procura conteúdo pornográfico.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".