Os organizadores de diversas paradas do orgulho LGBTQIA+ de diversos países irão se reunir digitalmente no próximo 27 de junho, Dia do Orgulho LGBT+. Isso acontecerá porque os eventos presenciais foram adiados ou cancelados devido a pandemia do coronavírus.

A iniciativa é da associação mundial de paradas, a Interpride, em parceria com a EPOA, entidade européia de marchas do orgulho.

Parada LGBT+ será online (Foto: Reprodução) paradas
Parada LGBT+ será online (Foto: Reprodução)

“Precisamos nos unir mais do que nunca” – diz o co-presidente da Interpride J.Andrew Baker – “Essa é a grande oportunidade de mostrarmos união da comunidade LGBTQIA+, mostrar resiliência em face da pandemia do novo coronavírus e o verdadeiro espírito do orgulho”

O evento terá show musicais, discursos de políticos e mensagens de ativistas pelos direitos humanos. Steve Taylor,  porta-voz da Associação dos Organizadores Europeus do Orgulho LGBT+, ressalta ao O Globo a importância de ter o evento, mesmo no ambiente online.

“A Parada não é a prioridade de ninguém nesse momento. Mas o senso de comunidade, amor e companheirismo que ela dá às pessoas, para muitos pela primeira vez em suas vidas, é algo incrível de se testemunhar todos os anos. Seria devastador se ela não acontecesse de alguma maneira.”

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Taylor também comenta que a ideia é dar acesso ao evento para aqueles que nunca puderam comparecer presencialmente, seja porque mora longe ou por questões familiares.

“Queremos que isso seja especialmente acessível para aqueles que nunca foram a um evento do Orgulho LGBT+, a quem não conseguia estar presente por morar longe ou por causa de sua família”.

A expectativa é que milhões de pessoas ao redor do mundo inteiro acompanhem o evento. Já foi confirmado que a atração contará com tradução simultânea em várias línguas, incluindo o português.

Vale dizer que a associação europeia estima que cerca de 22 milhões de pessoas têm o costume de ir a uma parada LGBT+ de algum país europeu pelo menos uma vez ao ano.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".