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As eleições deste ano já entraram para história pelo aumento de candidaturas de pessoas LGBTQ+. Segundo levantamento da Associação Nacional de Transexuais e Travestis (ANTRA), são 285, em 25 estados do País. Além de lançarem-se à política em candidaturas individuais, os LGBTQ+ também estão aderindo aos mandatos coletivos.

Esse jeito de fazer política não é novo e cresce a cada ano. Mandatos coletivos são grupos de pessoas que se juntam para concorrer por uma causa ou porque tem afinidades. Embora todos participem da campanha e apareçam nas peças publicitárias, apenas um candidato é oficial. É assim que determina a lei eleitoral, que não prevê o modelo coletivo.

Um exemplo, é o psicanalista e ativista pelos direitos dos LGBTQ+ Eliseu Neto, que vem articulando na política com projetos de criminalização da homotransfbia e  é um dos nove cocandidatos da Bancada do Livro, coletivo que concorre a uma vaga na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. O nome de urna deles – a candidata oficial – é Vanessa da Bancado do Livro.

Eliseu Neto (de verde, ao centro) é ativista e cocandidato no Rio (Foto: reprodução)
Foto: reprodução

Segundo o site do coletivo, eles pretendem “enfrentar o obscurantismo crescente que mostrou sua face mais agressiva na Bienal do Livro, ocasião em que o prefeito da cidade do Rio de Janeiro tentou censurar um livro com conteúdo que julgou inadequado”.

O caso do livro censurado repercutiu em todo o País. O prefeito e pastor evangélico Marcelo Crivella deu ordens para que fiscais recolhessem uma publicação destinada ao público jovem com um beijo entre dois personagens estampado na capa. A sociedade reagiu ao prefeito e o beijo acabou na primeira página da Folha de S. Paulo.

Beth Caline, co-candidata em Goiânia/ Instagram

Trans em coletivo

Em Goiás, pelo menos 30 candidatos são abertamente gays, segundo levantamento do Instituto Goiano de Cidadania e Direitos Humanos (IGCDH). Na capital, Goiânia, Beth Caline, uma mulher trans de 23 anos, concorre no coletivo “Agora é que são elas! Juntas e misturadas”.

Não há, na politica goiana, nomes que representem a população LGBT em suas demandas básicas, disse Beth Caline ao jornal Opção, sobre a motivação para concorrer.

A cabeleira disputa uma vaga na câmara ao lado da cientista social Cíntia Dias, de 43, da professora universitária Cristiane Lemos, de 47, e da pedagoga Valéria da Congada, de 49 anos.

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Jornalista pela Universidade Federal de MS, foi repórter de economia e hoje, além de colaborar para o Gay Blog, é servidor público em Joinville (SC). Escreveu ''A Supremacia do Abandono'', livro disponível em amazon.com.br.