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Muito utilizado como sinônimos, os termos HIV e AIDS designam coisas diferentes. HIV é o vírus da imunodeficiência humana que, caso não controlado, pode causar uma doença, a AIDS. Ou seja, HIV não mata. AIDS pode matar.

Ou seja, a AIDS é uma consequência quando uma pessoa vive com HIV e não toma remédios, os chamados antirretrovirais. Atualmente, poucas pessoas morrem de AIDS. O risco são as pessoas que não fazem teste de HIV com frequência, pois a partir do momento que é diagnosticado como positivo para o vírus, o SUS fornece tratamento e medicação gratuita. Viver com HIV tem sido comparado a viver com diabetes, por exemplo, pois é controlável com medicação de uso contínuo. Ou seja, façam o teste de HIV para não terem AIDS.

Indetectável = Intransmissível

Ao longo dos últimos 20 anos, a ciência tem demonstrado que o tratamento antirretroviral é altamente eficaz na redução da transmissão do HIV. A pessoa vivendo com o HIV que usa antirretroviral e alcança a carga viral indetectável não transmite o vírus, mesmo tendo relação sexual sem camisinha. De qualquer forma, ainda é preciso usar preservativos por conta das outras inúmeras ISTs, como sífilis, gonorreia.

SINTOMAS DA AIDS

Entre os principais sintomas da AIDS estão: febre persistente; tosse seca prolongada e garganta arranhada; suores noturnos; inchaço dos gânglios linfáticos durante mais de três meses; dor de cabeça e dificuldade de concentração; dor nos músculos e nas articulações; cansaço; rápida perda de peso; candidíase oral ou genital; diarreia por um período prolongado; manchas avermelhadas ou pequenas feridas na pele.

Como é de conhecimento geral, o vírus HIV se instala, na maior parte das vezes, através das relações sexuais ou compartilhamento de drogas injetáveis e, portanto, caso você tenha tido esses comportamentos de risco, recomenda-se que faça o exame após 40 dias do ocorrido, e, caso negativo, realizar uma segunda vez após 3 e 6 meses, já que é possível que o primeiro exame não detecte a presença do vírus.

ESTOU COM O VÍRUS HIV, E AGORA?

Caso você tenha sido infectado pelo vírus HIV, será necessário fazer um tratamento com medicamentos antirretrovirais para a vida inteira, com acompanhamento médico.

Durante as consultas, será avaliada a evolução clínica do paciente, com uma bateria de exames para acompanhar todo o tratamento. Também é necessário que se tome os remédios nos horários programados, já que o uso irregular acelera o processo de resistência do vírus.

xAdam Castillejo foi o segundo paciente que ficou livre do HIV (Foto: Reprodução)
Medicação para tratamento do HIV (Foto: Reprodução)

Além disso, a adoção de um estilo de vida mais saudável também é recomendada, como alimentação balanceada, exercícios físicos, evitar uso de álcoo e drogas, etc.

No Brasil, o SUS distribui gratuitamente todos os medicamentos antirretrovirais e também garantem tratamento para todas as pessoas que vivem com HIV, independentemente da carga viral.

DOIS PACIENTES CONSEGUIRAM DEIXAR DE TER HIV

Timothy Ray Brown foi o primeiro paciente a ter o vírus HIV completamente eliminado do corpo (Foto: Reprodução)
Timothy Ray Brown foi o primeiro paciente a ter o vírus HIV completamente eliminado do corpo (Foto: Reprodução)

Apesar de ainda não ter cura ou vacina, há dois casos no mundo de pessoas que oficialmente não possuem mais o vírus. O primeiro foi o norte-americano Timothy Ray Brown e, 2008 e, até hoje, não se sabe exatamente as razões pela qual ele foi curado.

“Há várias suspeitas, mas tudo indica para um somatório de coisas, pois tentativas que usaram métodos semelhantes deram errado” – disse o infectologista Esper Kallas, professor da Faculdade de Medicina da USP em entrevista ao UOL.

Brown possuía uma alteração genética parcial que o deixava mais resistente ao vírus quando comparado as pessoas comuns. Além disso, já foi descoberto que pelo menos 1% da população da Europa já é naturalmente imune ao vírus HIV, sendo que estas não conseguem se ligar às células do sistema imunológico.

Adam Castillejo foi o segundo paciente que ficou livre do HIV (Foto: Reprodução)
Adam Castillejo foi o segundo paciente que ficou livre do HIV (Foto: Reprodução)

Sabendo disso, o médico de Brown, Gero Hütter, procurou um doador de medula que apresentasse essa mutação para o HIV, já que na época Brown também lutava contra uma leucemia. Após o transplante, o vírus da AIDS foi completamente erradicado do corpo. Infelizmente, a leucemia voltou, e um novo transplante teve que ser realizado.

Após o sucesso do transplante de medula com Brown, houve uma tentativa de reproduzi-lo em outras duas pessoas que haviam sido diagnosticadas com HIV e linfoma, mas desta vez sem sucesso.

Já o segundo caso é de Adam Castillejo, conhecido também como “paciente de Londres”, em 2019. Semelhante a Brown, ele também tinha HIV e leucemia, precisando ser submetido a um transplante de células-tronco, sendo que o procedimento ocorreu ele e um doador cujo DNA é resistente ao vírus. Com isso, ele também foi curado.




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3 COMENTÁRIOS

  1. […] Uma das principais medidas foi a implementação de uma política de distribuição gratuita de medicamentos antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS), iniciada em 1996. Essa ação foi pioneira mundialmente e contribuiu significativamente para a redução da mortalidade e transmissão do HIV no país. Além disso, o Brasil investiu em campanhas de prevenção e conscientização, abordando temas como uso de preservativos, testagem regular e combate ao estigma associado ao HIV e à Aids. […]

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