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Recentemente, a Ambev respondeu a um internauta de modo seco e direto sobre a possibilidade de criarem uma campanha para o “Orgulho Hétero“, reacendendo a discussão do porquê devemos ter orgulho em fazer parte da comunidade LGBT, e porque os héteros não precisam de um dia para se orgulharem.

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Segundo um artigo publicado pelo Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, a ideia da palavra “orgulho” é ser o contraponto da “vergonha“, considerando que a sociedade nos ensina, desde muito cedo, que fazer parte da comunidade LGBT é algo ruim.

Os valores construídos colocam as pessoas heterossexuais e cisgêneras como o “modelo certo a ser seguido”, e os membros da comunidade LGBT acabam sendo marginalizados e estigmatizados das mais diversas formas.

Por essa razão, a ideia do “orgulho gay” ou “orgulho LGBT” é o empoderamento, já que os membros desta sigla são ensinados, desde crianças, a se sentirem inferiores e terem vergonha de serem quem são. Há estudos que comprovam que os LGBTs são mais propensos ao uso abusivo de álcool e drogas; também são mais inclinados a terem depressão, ansiedade e outros transtornos psíquicos, muitas vezes levando-os a tirarem a própria vida; além de que as pessoas trans tem expectativa de vida de 35 anos.

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Reprodução

Em um mundo ideal, ninguém precisará ter orgulho de ser o que simplesmente “é”. Não seria necessário sair do armário, ninguém sofreria bullying, nem perderia oportunidades e teria os direitos iguais ao dos héteros e cisgêneros.

O gay poderia comentar no café da manhã sobre o namorado como a coisa mais comum do mundo, a tia no natal perguntaria para o gay “e os namoradinhos?”, o menino com 13 anos poderia já ter seu primeiro amor gay e o pai ficaria muito orgulhoso dele estar namorando um menino, chegando a comentar com os amigos. A mulher trans não seria expulsa de casa e nem seria a decepção de ninguém, a menina lésbica não iria ouvir que “precisa de um homem” e todos os outros estigmas associados aos LGBTs.

O hétero cisgênero não sofre por ser sua orientação sexual e nem identidade de gênero, por isso não é necessário existir o “orgulho hétero”. O dia em que ser LGBT não for razão para a pessoa sofrer, não será mais necessário se orgulhar de fazer parte do grupo LGBT. Até lá, precisaremos ter orgulho em lutar diariamente para podermos viver nossas vidas.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".