A Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram) emitiu uma nota de repúdio pela “cobertura desumanizada” da imprensa local referente a morte da atriz transexual Manuela Otto, no bairro Monte das Oliveiras, em um motel de Manaus. Segundo um post da Assotram no Facebook, canais não respeitaram a identidade de gênero dela, categorizando-a com “homem”.
“Nossos corpos Trans são, historicamente, invisibilizados e violentados sem a quem recorrer a não ser entre nós mesmas/os. O corpo e a subjetividade de Manu, como era conhecida, foi brutalmente retirado pelo seu algoz, somando-se a desumanização perpetrada pelos veículos midiáticos e o silêncio do Estado materializado na Secretaria de Segurança Pública (SSP/AM), reiterando, conjuntamente, a desimportância e a desvalorização das existências, os sentimentos e os direitos das pessoas transgêneras, que também fazem parte desta sociedade manauense. Exigimos, enquanto Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Amazonas (ASSOTRAM), ESCLARECIMENTO PÚBLICO, RETRATAÇÃO e JUSTIÇA para Manuela Otto” – diz a nota.

A presidente da Assotram, Joyce Lorane, disse que a imprensa de Manaus reflete a transfobia estrutural que há em todo o país: “Manaus reflete muito a realidade desse País. O Estado não dispõe de políticas públicas que trabalhem a pauta da diversidade. Não trabalham a pauta LGBT, e aí a gente tem essa questão da Câmara (Municipal de Manaus) de não querer trabalhar gênero nas escolas e isso vai contra a decisão do STF. E todas essas coisas que acontecem evidenciam mais esse processo de violência. Hoje, as pessoas se sentem mais livres para praticar esses atos”.
O principal suspeito do assassinato é um policial, que já se entregou a polícia no último dia 14 de fevereiro. Isso porque as câmeras de segurança mostraram o veículo que está no nome dele. Sobre o crime, a polícia emitiu uma nota dizendo que “todos os elementos apresentados durante a ação investigatória serão apurados de forma transparente, respeitando o direito ao contraditório e à ampla defesa”.
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