Segundo um artigo publicado no canal de games The Enemy, os times e-Sports, que são os esportes eletrônicos, poderiam se posicionar favoráveis aos LGBTs, mas não o fazem por não quererem. O comentário veio da jogadora transexual Olga Rodrigues, que atualmente joga Counter-Strike: Global Offensive na equipe Black Dragons.

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“Sei que diversas equipes não me aceitariam por ser uma mulher trans. Muitas organizações do cenário tem o poder de amparar e apoiar pessoas da comunidade LGBT, mas poucas realmente querem fazer isso”.

Em 2018 houve uma polêmica com a jogadora ao vencer uma das partidas, já que Olga recebeu uma série de comentários transfóbicos e acusações de irregularidades pelo fato dela ser uma mulher trans jogando em um campeonato feminino. Segunda ela, por essas dificuldades, muitas pessoas da comunidade LGBT ficam com receio de expressarem suas orientações sexuais ou identidade de gênero para evitarem passar por situações de preconceito.

Reprodução

“Sei quanto ‘hate’ [ódio] as organizações podem receber ao me ter na equipe, e é muito importante saber que diversas pessoas e jogadoras me dão a oportunidade de continuar seguindo o meu sonho.”

Quanto aos que não fazem parte da comunidade LGBTQIA+, Olga Rodrigues diz que é muito importante se conscientizar de que o e-Sports deve ser um ambiente mais receptivo a todas as pessoas:

“Exponha e não passe pano para quem é LGBTQIA+fóbico (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans, Queer, Intersexo, Assexuais, Pans e demais). Acolha pessoas dessa minoria e sempre que puder deem visibilidade e apoio a elas.”

Vale dizer que em 2019, Olga defendeu a jogadora de volley, Tiffany, ao conceder uma entrevista para o UOL Esporte. Dizendo que a estrutura óssea de uma pessoa trans não se difere de outras meninas, argumentando que pode até ter desvantagens em relação a outras mulheres:

“Se você pegar a estrutura óssea de mulheres nórdicas e mulheres cearenses, vai ver que são diferentes. Qual delas você acha que vai jogar vôlei? Existem muitas mulheres trans que são muito menores que a Tifanny, muito mais fracas, e que por isso não jogam vôlei. Por exemplo: eu!” – disse

“O corpo dela (Tifanny) pode estar em desvantagem em relação a outras meninas. O hormônio feminino, em excesso, causa uma sensação constante de TPM. Você só não menstrua, mas tem bipolaridade, muda de humor. Quanto mais forte for a hormonização, mais intenso é esse sentimento.”

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".