Em 25 de novembro de 2016, o serial killer Stephen Port, 41, de Barking, leste de Londres, foi condenado com sentença de prisão perpétua por matar os jovens Anthony Walgate, Gabriel Kovari, Daniel Whitworth e Jack Taylor.

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Stephen Port, o serial killer que escolhia vítimas pelo Grindr

Stephen escolhia jovens gays no aplicativo de relacionamento e convidava para sua casa, drogando-os com o GHB e os agredindo sexualmente de diversas formas. Os assassinatos ocorreram entre junho de 2014 e setembro de 2015. Algumas vítimas sobreviveram aos ataques e vivem hoje protegidas pela justiça sob anonimato.

Em um festival de TV em Edimburgo que rolou esta semana, a BBC disse que está em fase desenvolvimento de uma série dramática baseada nos assassinatos, nomeada provisoriamente de “The Barking Murders“.

O drama se concentrará na luta das famílias para descobrir a verdade sobre o sumiço das vítimas. Jeff Pope, produtor executivo da ITV Studios, disse: “Acho que esta é uma oportunidade para transmitir uma mensagem de que nem sempre devemos acreditar no que dizem pessoas desconhecidas no meio digital – e que com empenho, acima de tudo, o amor sempre triunfará”.

O roteirista Neil McKay acrescentou: “Quatro jovens com o futuro inteiro pela frente perderam a vida de uma maneira brutal e trágica. Esta não é apenas uma história das consequências dessas perdas, mas também da extraordinária coragem e resiliência demonstrada pelos sobreviventes enquanto buscavam a justiça.”

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À direita, foto de Port já sentenciado. Foto: reprodução

Stephen Port

Nascido em 22 de fevereiro de 1975 em Southend-on-Sea, Essex, no Reino Unido, Stephen Port se mudou para Dagenham, no leste de Londres, onde cresceu e onde seus pais ainda moram. Ele foi descrito como um ‘solitário’ e pessoas próximas contam que ele sofreu vários tipos de bullying no colégio. Seu vizinho o descreveu como tendo uma personalidade infantil peculiar e estranha para um adulto, sendo frequentemente visto com brinquedos infantis. Ele morava sozinho em um apartamento em Barking, Londres, e trabalhava como chef em uma estação de ônibus Stagecoach, em West Ham.

Port conheceu suas vítimas através de sites de relacionamento e de aplicativos de namoro. Em seus perfis nas nos sites, colocava informações falsas sobre sua origem, assim como fingia ter se formado na Universidade de Oxford e servido na Marinha Real. Um um dos perfis também chegou a dizer que sua ocupação era ser professor.

Foi apurado que ele colocava GHB nas bebidas de suas vítimas para estuprar em seu apartamento. A promotoria disse que os exames Post-mortem dos quatro jovens vitimados apontavam como causa da morte overdose com altos níveis de GHB. Poppers, Viagra, mefedrona e metanfetamina também foram sinalizadas nos laudos.

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Port e os quatro jovens assassinados – Reprodução

Vítimas

Sua primeira vítima de assassinato, Anthony Walgate, 23, um estudante que ocasionalmente trabalhava como acompanhante, foi contatado por Port em 17 de junho de 2014. Port que ofereceu £ 800 por seus serviços e eles se encontraram mais tarde na estação de Barking. Em 19 de junho de 2014, Walgate foi encontrado morto pouco antes das 8 da manhã, depois que o próprio Port ligou anonimamente para os serviços de emergência relatando que um menino estava “desmaiado, teve uma convulsão ou estava bêbado” na rua em frente ao seu apartamento. Evidências ligando Port à morte de Walgate foram perdidas. Port foi condenado por interferir na investigação da justiça em março de 2015. Ele foi preso por oito meses, mas foi liberado para cumprir a sentença em casa com tornozeleira eletrônica.

Entre agosto de 2014 e setembro de 2015, Port assassinou pelo menos mais três rapazes: Gabriel Kovari, 22, que se mudou da Eslováquia para Londres e viveu brevemente com Port; Daniel Whitworth, 21, de Gravesend em Kent, que trabalhou como chef; e Jack Taylor, 25, que morava com seus pais em Dagenham e trabalhava como motorista de empilhadeira. Os corpos das últimas três das quatro vítimas de assassinato foram encontrados no cemitério da igreja de Santa Margarida de Antioquia em Barking, dois dos quais foram encontrados pela mesma mulher em ocasiões diferentes passeando com seu cachorro. Port havia plantado uma nota de suicídio falsa ao lado do corpo de Whitworth que sugeria que ele era o responsável pela morte de uma das outras vítimas, Kovari, e que ele havia se matado por culpa.

Em 23 de novembro de 2016, Port foi condenado pelo assassinato de Anthony Walgate, 23, Gabriel Kovari, 22, Daniel Whitworth, 21, e Jack Taylor, 25, pelo estupro de três outros homens que ele drogou, acusações de administração de substância com intenção de estupro e agressões sexuais. Ele foi considerado culpado em todas as acusações. No total, onze homens foram vítimas reconhecidas dos crimes de Port. Comentando sobre o caso, Malcolm McHaffie, Procurador-Chefe Adjunto da Coroa do CPS de Londres, disse que “durante um período de três anos o réu cometeu uma série de assassinatos e graves ofensas sexuais contra jovens. Port manipulou e controlou esses homens através do uso assustador e calculado da droga GHB, que ele administrou sem permissão… Este foi um caso tecnicamente desafiador, complicado por uma quantidade significativa de evidências retiradas dos vários sites de mídia social que Port usou”. Em 25 de Novembro de 2016, o juiz condenou Port com prisão perpétua.

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