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Na última terça-feira (26/01), a equipe responsável pela comunicação da série de TV americana The Walking Dead usou sua conta no Twitter para fazer uma forte declaração contra comportamentos homofóbicos. A postagem foi uma resposta às críticas direcionadas ao spin-off da série, The Walking Dead: World Beyond, que apresenta um casal gay.

Will (Jelani Alladin), um ex-oficial de segurança da Campus Colony, uma das grandes comunidades de sobreviventes conhecidas de Nebraska, e também é namorado de Felix (Nico Tortorella). O relacionamento despertou comentários homofóbicos nas redes sociais, com citações diretas à direção da série. O caso ganhou ainda maior repercussão após Alladin se pronunciar sobre o que pensa ser uma grande oportunidade de representar um relacionamento gay na televisão, durante conversa com o podcast Talk Dead to Me.

“Não houve necessidade de explicar mais nada (sobre o relacionamento) e eu adoro que The Walking Dead esteja apresentando isso, que os relacionamentos LGBTQIA+ não são nada diferentes de qualquer outro tipo de relacionamento”, disse o ator. Para ele, seu personagem ama Felix “incondicionalmente”, apesar de suas falhas.

Reprodução

Os comentários anti-LGBTQIA+ foram rapidamente lançados em relação ao relacionamento. Alguns diziam achar a relação “forçada” e muitos apontavam o romance como a razão pela qual não assistiriam ao programa. Curiosamente, casais homossexuais não são novidade na franquia. Na série original, Aaron e Eric, são integrantes da comunidade chamada Hilltop. Magna (Nadia Hilker) e Yumiko (Eleanor Matsuura) formam um casal lésbico de sobreviventes que chega à Alexandria.

“Não gosto de como todo personagem simplesmente TEM QUE TER UM INTERESSE AMOROSO. Oh, não podemos encontrar um personagem para você, dane-se. Você é gay e sente algo por esse cara. É tão falso, apenas para adicionar drama emocional.”

Foi quando a direção do programa, através do Twitter oficial, resolveu intervir:

“Olá, olá. Se personagens LGBTQIA+ na televisão (ou em qualquer lugar) o deixam desconfortável ou irritado, pare de nos seguir. Embora também o incentivemos a olhar para dentro de si e a ser mais tolerante, saiba que não há lugar em nosso fandom para discriminação odiosa ou ignorância intencional. Obrigado.”

Após a postagem, muitos dos “insatisfeitos” tentaram justificar os seus comentários. O tweet da franquia teve mais de 18.000 curtidas e grande movimentação de apoio à representação do casal queer nos comentários.

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Catarinense, 25 anos e professor de Literatura e Língua Inglesa. Homem gay, apaixonado por música e que respira futebol e cultura latino-americana.