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Um dia comum na vida de Bambola Star foi o bastante para a internet virar dependente do “bom dia Brasil, boa tarde Itália”. Em um vídeo, Bambola narrou sua chegada à Toscana para prestigiar o grande aniversário da amiga Paula Vasconcelos. Aperte o play:

O sucesso do vídeo fez com que a estrela precisasse usar o Instagram diariamente para comunicar com os fãs, sejam eles brasileiros ou italianos. A sua saudação (“bom dia Brasil, boa tarde Itália”) já virou bordão e um vício necessário para os instagrammers:

A filha canina Wendy Star e o segredo de sua beleza (“cara lavada: água e sabão”) também já figuram nos trending topics dos jargões entre seus seguidores:

Atualmente, Bambola é proprietária/owner/CEO da Star Eventos, empresa que promove concursos de Miss Trans e festas na Toscana, onde vive. A festa de aniversário de Bambola, leonina de 2 de agosto, é sempre um acontecimento: a star chega carregada por homens muito bem apessoados e malhados.

Mas nenhuma diva chega ao cimo sem antes ter percorrido o caminho das pedras. A artista veio do Acre, do município de Tarauacá, mais precisamente de uma aldeia localizada no coração da floresta amazônica: “minhas origens são indígenas, exatamente de Igarapé do Caucho e minha tribo é dos Índios Kaxinawá. Mamãe e papai morreram quando eu era criança, mas ainda há três dos meus irmãos morando lá”, contou em entrevista para a revista italiana Ilpiccole Magazine.

Os kaxinawás constituem a mais numerosa população indígena do Acre, com aproximadamente 7535 pessoas, segundo o censo de 2010. Autodenominam-se huni kuin (“homens verdadeiros” ou “gente com costumes conhecidos”). A palavra “kaxinawá” significa, literalmente, “povo morcego”, “povo canibal” ou “povo que anda à noite”.

Bambola ainda pequena começou a perceber que era diferente dos outros indiozinhos. “Aos 11 anos, decidi deixar a floresta e procurar outro lugar para o meu destino. Foi uma decisão dolorosa, mas senti que tinha que viajar por essa estrada, não conseguia expressá-la vivendo na aldeia. Lá, eu não tive a oportunidade de estudar, não havia escola e eu era analfabeto. A partir do momento em que saí, viajei pelo Brasil em busca de estabilidade, até chegar no Rio de Janeiro”, recorda em entrevista ao jornal Extra.

A Cidade Maravilhosa lhe rendeu algumas lembranças sofridas: “vivi muito tempo debaixo de pontes, na rua, com outras crianças como eu. Éramos meninos de rua, na maioria órfãos ou de famílias devastadas pelas inaceitáveis ​​condições de vida das favelas. Foi uma época muito difícil. Felizmente, um dia, conheci uma trans que me levou sob sua asa e me ajudou a ter uma melhor condição de vida”.

Aos 17 anos, Bambola foi para Roma, na Itália. Por lá, conheceu um diretor e entrou para a indústria pornô. É possível encontrar fotos dela em sites de prostituição. Mas seu suposto perfil está desativado há dois anos. “Eu conheci muitas pessoas e fiz uma imagem e um nome. Graças também ao meu bom caráter, recebi muitos convites para participar de competições, eventos e aniversários”, enumera ela, que antes atendia como Moana Close.

Ainda que esteja na Europa há mais de 28 anos, Bambola esperar passar a velhice em solo brasileiro: “Eu amo a Itália e os italianos. É um país que me deu tanto e sou muito grata, mas minha natureza é essa. Apesar de ter vivido no conforto até agora, não acho que seja um problema voltar às minhas origens. É preciso seguir o coração”.

Para acompanhar o dia a dia da Bambola: 
https://www.instagram.com/star.bambola_/

Com informações do Extra.

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