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O Orkut.com foi uma rede social que adquiriu grande popularidade no Brasil durante a década de 2000, chegando a ter mais de 30 milhões de usuários no país. Lançada em 24 de janeiro de 2004, o nome da plataforma teve o mesmo nome de seu criador, que é de origem turca: Orkut Buyukkokten, que além de engenheiro de software, é ativista LGBTQIA+ e possui uma coluna aqui no Gay Blog BR desde setembro de 2019, onde aborda sua percepção das redes sociais, tecnologia frente às relações humanas e outros.

Rede social Orkut foi lançada há exatos 18 anos
Rede social Orkut foi lançada há exatos 18 anos – Reprodução

A ideia inicial do projeto era que a rede social Orkut ficasse popular nos Estados Unidos, mas seu crescimento se deu no Brasil (representando 50,60% dos usuários) e na Índia (20,44%). Devido à sua popularidade por aqui, a sede, que ficava na Califórnia até agosto de 2008, passou a ser operado pelo Google Brasil, tanto pela quantidade de usuários brasileiros quanto ao crescimento de assuntos legais.

Posteriormente, alguns “aplicativos” foram criados dentro da plataforma para que os usuários tivessem maior interação. Entre os mais lembrados está o BuddyPoke, onde o internauta criava um avatar e interagia com o de outra pessoa, e a Colheita Feliz, que era um simulador de fazenda em tempo real, com direito as pessoas a cultivarem e colherem diversas plantas. Segundo uma notícia publicada no G1 em 2010, os servidores chegavam a apresentar problemas e o jogo ficava algumas horas do dia fora do ar devido ao alto número de jogadores simultâneos.

O Orkut no Orkut - Reprodução
O Orkut no Orkut – Reprodução

A partir de 2011, o número de usuários do Facebook foi aumentando e ultrapassou o Orkut, até então maior maior rede social no Brasil. Mesmo com algumas reformulações, a popularidade já não era mais a mesma e em 2013 ele já havia perdido 95,6% do número de acessos fixos. Buyukkokten, em uma conversa informal com a redação do Gay Blog BR, contou que não ter criado um aplicativo para celular acabou prejudicando a continuidade da plataforma.

A rede social foi extinta no dia 30 de setembro de 2014 e, posteriormente, o Google criou um “museu de comunidades” reunindo mais de um bilhão de mensagens trocadas em 120 milhões de tópicos de discussão de cerca de 51 milhões de comunidades. As informações armazenadas dos usuários ficaram disponíveis para download pela ferramenta Google Takeout até 30 de setembro de 2016 e, desde então, os arquivos do Orkut foram excluídos e atualmente não é mais possível visualizar os tópicos arquivados.

Em 2016, Orkut Buyukkokten lançou a rede social hello.com e o acesso é feito apenas através do aplicativo em versões para para Android e IOS.

Orkut fala sobre ser gay, apps de paquera e, claro, o Orkut

Curiosidades gerais 

  1. Inicialmente, o Orkut só aceitava pessoas convidadas por outros usuários, ou seja, era necessário receber indicação/convite de alguém que já estava na plataforma. Em 2005, o Orkut passou a aceitar cadastros;
  2. A plataforma também tinha “atributos”, que semelhante aos likes do Instagram ou do Facebook, serviam para qualificar os seus cotantos: era possível pontuar como “sexy” (representado por um coração), confiante (uma carinha feliz) e legal (uma pedra de gelo; “cool”);
  3. A frase “só adiciono com scrap” virou uma espécie de meme. Muitos usuários deixavam esse recado em seus perfis para motivar as pessoas a se apresentarem antes de adicionarem como “amigo”;
  4. O Orkut tinha a opção de exibir as pessoas que visitaram seu perfil;
  5. Devido à popularidade do Orkut, em 2009, o Mark Zuckerberg colocou uma ferramenta no Facebook permitindo que os usuários brasileiros encontrassem os amigos do Orkut no dentro de sua recém-lançada plataforma. O objetivo era estimular a migração. Já o Google, não satisfeito, revidou mudando suas políticas de exportação de dados.
Em São Paulo, em 2019: Mateus Zitti, Vinícius Yamada, André Fischer, Todd Tomorrow, Thamiris Rezende, Camila Goytacaz, Orkut e Bruno Ayres Martinez
Em São Paulo, em 2019: Mateus Zitti, Vinícius Yamada, André Fischer, Todd Tomorrow, Thamiris Rezende, Camila Goytacaz, Orkut e Bruno Ayres Martinez



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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"