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A Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, neste dia 1 de fevereiro de 2021, medidas extras de segurança para proteção de vereadores. Presidida por Milton Leite (DEM), recuperado da Covid-19, a Mesa decidiu que os parlamentares que sofrem ameaças e registrem boletins de ocorrência terão dois guardas civis metropolitanos do quadro de funcionários da Casa à disposição para a escolta. As informações são da Folha de São Paulo.

Câmara Municipal de SP reforça segurança de vereadores; covereadoras não são incluídas
Carolina Iara, Erika Hilton e Samara Sosthenes – Reprodução

No entanto, os covereadores não estão incluídos, o que significa que pessoas como Samara Sosthenes e Carolina Iara, que recentemente sofreram atentado contra suas vidas, não terão essa proteção. No Quilombo Periférico (de Sosthenes) quem foi diplomada como vereadora foi Elaine Mineiro, e na Bancada Feminista (de Iara), Silvia Ferraro. Isso significa que apenas Erika Hilton, que sofreu ameaça recentemente, poderá ter a escolta, já que ela é vereadora titular.

“A decisão valerá para os vereadores titulares dos mandatos, ou seja, os que foram diplomados pela Justiça Eleitoral. Em casos de bancadas coletivas, na prática, os covereadores são como assessores parlamentares e a Câmara Municipal não têm meios legais para agir. Independentemente disso, a Casa repudia todos os casos de violência”, diz a Câmara em nota da assessoria de imprensa.

“A ação política da Câmara também deve passar pela Comissão de Direitos Humanos. Todos os casos já foram encaminhados à Secretaria de Segurança Pública. Não viraremos as costas e jamais nos omitiremos a qualquer caso de violência contra parlamentares”, disse Leite.

VEREADORAS TRANS VULNERÁVEIS

No dia 26 de janeiro, foi Carolina Iara, covereadora da Bancada Feminista do PSOL de São Paulo, sofreu um atentado quando dois tiros foram disparados em sua residência. No mesmo dia, Erika Hilton, outra vereadora trans e negra de São Paulo, quem sofreu ameaça em seu próprio gabinete, na Câmara Municipal, por um homem que se identificou apenas como “garçom reaça”. Na madrugada do dia 31 de janeiro, a coveradora Samara Sosthenes, integrante do mandato Quilombo Periférico (PSOL/SP), teve sua casa atacada por uma pessoa de moto que disparou com uma arma de fogo contra a sua residência.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".