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Na madrugada do dia 31 de janeiro, a coveradora Samara Sosthenes, integrante do mandato Quilombo Periférico (PSOL/SP), teve sua casa atacada por uma pessoa de moto que disparou com uma arma de fogo contra a sua residência. As informações são do Estadão.

No boletim de ocorrência consta que o tiro foi lançado para o alto e que quem atirou estava de capacete. A família de Sosthenes não conseguiu registrar a placa do veículo e uma testemunha, que não quis se identificar, presenciou o atentado. A vereadora também diz que o bairro onde ela vive não tem histórico de violência.

“Não é um fato isolado, isso é sim um ataque, uma forma de querer silenciar esses corpos pretos, periféricos e trans que estão agora dentro da política”, disse em uma gravação publicada na página oficial do Quilombo Periférico no Instagram, em frente ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil.

No dia 26 de janeiro, foi Carolina Iara, covereadora da Bancada Feminista do PSOL de São Paulo, sofreu um atentado quando dois tiros foram disparados em sua residência. No mesmo dia, foi Erika Hilton, outra vereadora trans e negra de São Paulo, quem sofreu ameaça em seu próprio gabinete, na Câmara Municipal, por um homem que se identificou apenas como “garçom reaça”.

Após Carolina Iara, covereadora trans Samara Sosthenes é vítima de atentado a tiros
Reprodução

“Carol Iara, Samara Sosthenes e Erika Hilton foram atacadas justamente na Semana da Visibilidade Trans, numa tentativa de ferir suas existências.” – diz a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ no Instagram – “É dever do Estado de São Paulo (Ministério Público/Justiça/ Justiça Eleitoral/Secretaria de Segurança) garantir a segurança dessas mulheres, com carro blindado, escolta, celeridade nas investigações e responsabilização de quem está ameaçando, para que elas possam exercer os seus mandatos com plenitude.”

Chama a atenção que os três ataques ocorreram na semana da visibilidade trans e foram perpetrados contra mulheres transexuais e parlamentares da Câmara de Vereadores de São Paulo.

Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".

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