Ex-deputado federal, Jean Wyllys (PT) apagou a publicação em que criticava o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), pela manutenção das escolas cívico-militares no Estado, e relacionando a decisão à sexualidade do tucano. A remoção veio após decisão judicial.

Na última quarta-feira (26), atendendo ao pedido do Ministério Público do Estado (MP-RS), a Justiça gaúcha determinou a retirada do tweet. O MP-RS pediu também, na última sexta-feira (21), a quebra de sigilo de dados do ex-parlamentar, estimando o prazo de cinco dias para o fornecimento.
Devido à publicação feita em 14 de julho, Wyllys é investigado por injúria contra funcionário público e por praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, ambos os delitos praticados nas redes sociais.
O promotor de Justiça, David Medina da Silva, disse que “é possível afirmar que, inobstante críticas ao governo sejam inerentes à democracia, Jean Wyllys ultrapassou os limites da liberdade de expressão” e que ele “ofendeu a dignidade e o decoro do governador do Estado, sobretudo considerando o alcance da publicação”.
Entenda a discussão
Na último dia 14 de julho, Leite afirmou em seu Twitter que o governo do Rio Grande do Sul manterá as escolas cívico-militares. Atualmente, há 18 instituições estaduais nesse modelo. Em seguida, Wyllys fez uma publicação em resposta ao governador, criticando a medida e o fato da decisão ter partido de um político abertamente gay.
Para tentar explicar a razão de Leite ter mantido as escolas cívico-militares, Wyllys disse que se tratava de “homofobia internalizada”. “Que governadores heteros de direita e extrema-direita fizessem isso já era esperado. Mas de um gay…? Se bem que gays com homofobia internalizada em geral desenvolvem libido e fetiches em relação ao autoritarismo e aos uniformes; se for branco e rico então… Tá feio, bee!“, escreveu o ex-deputado no Twitter.
Criado em 2019, o programa de escolas cívico-militares permitia a transformação de escolas públicas para o modelo cívico-militar. No formato, educadores civis ficam responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão administrativa passa para os militares. O governo federal decidiu encerrar o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim). No entanto, o governo do gaúcho decidiu manter nesse modelo as escolas que já operavam com ele.
Eduardo Leite aciona Ministério Público contra Jean Wyllys por homofobia
Junte-se à nossa comunidade
Mais de 20 milhões de homens gays e bissexuais no mundo inteiro usam o aplicativo SCRUFF para fazer amizades e marcar encontros. Saiba quais são melhores festas, festivais, eventos e paradas LGBTQIA+ na aba "Explorar" do app. Seja um embaixador do SCRUFF Venture e ajude com dicas os visitantes da sua cidade. E sim, desfrute de mais de 30 recursos extras com o SCRUFF Pro. Faça download gratuito do SCRUFF aqui.














