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O último censo da China não teve espaço para reconhecer casais do mesmo sexo, mas a comunidade LGBTQ+ está exigindo ser contada de qualquer maneira, informa o site Pink News.

O censo, que começou em 1º de novembro e ocorre apenas a cada dez anos, questiona os participantes sobre sua “relação com o chefe da família”.

Muitos nas redes sociais têm encorajado os casais LGBTQ+ a dizer aos recenseadores: “Eles não são meus colegas de quarto, são meus parceiros.”

A organização LGBT Rights Advocacy China iniciou a campanha nas redes sociais para ajudar casais a ganhar visibilidade.

Reprodução

Peng Yanzi, diretor da organização, disse que há uma aceitação crescente dos casais LGBTQ+ na China, mas “o sistema não acompanhou os tempos”.

Ele disse que muitas pessoas LGBTQ+ se referem a seus parceiros como companheiros de quarto ou amigos.

“Esses recenseadores podem nunca ter conhecido, ou mesmo ouvido falar, de gays”, acrescentou. “Portanto, se tivermos a oportunidade de falar com eles, eles poderão entender melhor a comunidade LGBT. Somos uma parte da população da China.

O National Bureau of Statistics disse que não irá registar nada fora das respostas pré-definidas para esta categoria.

A homossexualidade é legal na China desde 1997, mas a comunidade LGBTQ+ ainda faz campanha pela igualdade no casamento.

Lauren, que mora em Xangai, disse ao South China Morning Post que declarou que vivia com a namorada para o pesquisador. Ela não quis usar seu sobrenome por causa do clima atual em torno dos direitos LGBTQ+ na China.

O homem que fez as respostas do censo marcou a caixa para “outro” no questionário e escreveu “casal” ao lado dele. Lauren disse que achou a interação positiva, embora provavelmente não fosse incluída nos resultados.

Embora Lauren tenha dito que se sentia confortável em falar sobre seu relacionamento, ela reconheceu que pode ser mais difícil para casais LGBTQ+ em áreas mais conservadoras.

Um usuário do Weibo, uma plataforma social chinesa semelhante ao Twitter, respondeu à campanha dizendo: “Eu ainda não ousaria.”

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Jornalista pela Universidade Federal de MS, foi repórter de economia e hoje, além de colaborar para o Gay Blog Br, é servidor público em Joinville (SC). Escreveu ''A Supremacia do Abandono'', livro disponível em amazon.com.br.