De acordo com informações apuradas pelo Gay Times, as escolas da Inglaterra passarão a incluir aulas com ensino LGBTQIA+ em sua grade a partir desse mês. A educação visa ensinar os alunos sobre orientação sexual, identidade de gênero e relacionamentos. Para as crianças do primário, as famílias LGBTQIA+ serão pauta.

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As diretrizes educacionais britânicas entendem que todos os alunos precisam compreender a importância da igualdade e do respeito. Algumas instituições terão o prazo até o verão europeu de 2021 (julho) para atualizar o currículo escolar.

Os professores serão treinados para respeitar o tema de acordo com a idade dos alunos. O regulamento também prevê que as escolas devem ser livres para determinar como serão as aulas de ensino LGBTQIA+. Com informações do Universa.

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QUAL O MOMENTO CERTO PARA OS PAIS FALAREM SOBRE QUESTÕES LGBTQIA+ COM AS CRIANÇAS?

Em uma sociedade heteronormativa, é comum os pais não saberem lidar com perguntas das crianças em relação aos LGBTQIA+ e, em muitos casos, preferem evitar o assunto. O consenso é de que o tema deve surgir naturalmente em casa, quando a própria criança pergunta, já que isso eventualmente acontece.

“O mais importante disso é entender que a criança só pergunta quando ela está pronta. Não há um momento ideal, é desde sempre, sempre que a criança perguntar de um coleguinha que é diferente, de algo que está sentindo… E os pais devem responder na linguagem da criança, podem falar que ‘nem todo o mundo é igual’ e é importante deixar claro que isso não deve ser problema, que se deve respeitar o amiguinho fala. Depois, mais tarde, na adolescência, aparecem as dúvidas mais sexuais e podem vir as informações de intersexo, travestis, transexuais, não-binários…”, esclarece o psicólogo Eliseu Neto.

“A criança só entende o que está pronta a entender. A informação da qual ela não está pronta, ela não vai assimilar. Não há violência na verdade, o que é ruim é a mentira. A mentira causa confusão, causa decepção. Quando a criança descobrir que os pais mentiram, aí cai a qualidade do relacionamento familiar, pois os pais são vistos como fontes de informações e de conhecimentos. Isso pode inibir diálogos, a criança pode entender que ‘aquilo’ não pode ser falado, que sexo é algo que não pode ser conversado. E quanto mais os pais abrirem diálogo, maior a qualidade da relação com os filhos, e é isso que é fundamental de ser construído”, ressalta Eliseu.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".