Homofobia é fruto de indivíduos com pouca inteligência, diz estudo

O estudo mostra que existem correlações bem conhecidas entre baixa capacidade cognitiva e apoio a atitudes prejudiciais ou não-igualitárias

Pesquisadores da Universidade de Queensland (Austrália) concluíram que pessoas com menor inteligência também são mais propensas a ter preconceitos contra pessoas LGBT+.

O estudo, intitulado “As Raízes Cognitivas do Preconceito para Casais do Mesmo Sexo: Uma Análise de uma Amostra Nacional Australiana”, contribui para o fato que não é tão inédito, fornecendo as primeiras análises das associações entre capacidade cognitiva e atitudes em relação às questões LGBT+ em uma amostra fora dos EUA (Austrália).

Comparando-as em três medidas de capacidade cognitiva e examinando os efeitos separados, articulares e interativos de educação e habilidade cognitiva, os resultados de um conjunto de dados nacional australiano de alta qualidade (11.564 pessoas entrevistadas) indicam que indivíduos com baixa capacidade cognitiva são menos propensos a apoiar direitos iguais para casais do mesmo sexo. Esse padrão se mantém na presença de confusões, é consistente em todas as medidas de habilidade e é mais pronunciado para a habilidade verbal. A educação e a capacidade cognitiva afetam as atitudes por meio de canais semelhantes, mas retêm efeitos independentes.

Um dos testes foi o “Espaçamento de Dígitos Regressivos”, para avaliar a memória dos entrevistados. Nele, um examinador dita números e pede que os pacientes os repitam de trás pra frente. Outro teste realizado foi o Exame Nacional de Leitura, que apresenta um conjunto de palavras escritas errado para que o entrevistado indique os erros. Por fim, o Teste das Modalidades de Dígitos (SDMT), que analisa se as funções cognitivas ao pedir para o paciente relacionar números com símbolos.

Para ver o artigo (em inglês), o link é: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0160289617303628

Governo responderá por censura, racismo e homofobia por vetar propaganda do Banco do Brasil

Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul ajuizou ação civil pública contra a União por “ilegal veto (censura) imposto à peça publicitária do Banco do Brasil. A peça, intitulada de “Selfie“, foi assinada pela agência WMcCann e teve como inspiração a narração viral “Teile e Zaga“. Delano Valentim, diretor de Marketing do Banco do Brasil, foi convidado deixar o cargo.

Segundo apurou a revista Exame, a ação pede à Justiça que a exibição da propaganda seja retomada, conforme contratação original da mídia, e que a União pague, por dano moral coletivo, indenização de R$ 51 milhões, o equivalente a três vezes o custo do anúncio e sua veiculação.

O “montante deverá ser aplicado em campanha de conscientização de enfrentamento ao racismo e à homofobia”, diz a ação assinada pelo procurador da República Enrico Rodrigues de Freitas.

A proibição da propaganda viola a Lei das Estatais (Lei 13.303/2016), que proíbe a redução ou a supressão da autonomia conferida pela lei específica que autorizou a criação da entidade supervisionada ou da autonomia inerente a sua natureza, bem como a ingerência do supervisor em sua administração e funcionamento, devendo a supervisão ser exercida nos limites da legislação aplicável.

A ação também acusa a União de “ofender a Constituição da República, que veda o preconceito com base em raça e com base no sexo do indivíduo (art. 3º, inciso IV), o que inclui o preconceito denominado de homofobia, bem como qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.