A cantora pop Miley Cyrus participou recentemente do programa “Joe Jogan Experience” e, durante um determinado momento, o apresentador fez uma crítica as performances das drags de RuPaul’s Drag Race“São sempre as mesmas danças e os mesmos movimentos” – disse.

Cyrus, por sua vez, respondeu ao apresentador em “tom de brincadeira”, porém ácida, que sente a mesma coisa ao ouvir o programa de Jogan: “É assim que me sinto ouvindo seus programas, sempre a mesma coisa”.

Sua resposta repercutiu na web e muitos elogiaram a postura da cantora. Nos comentários do Instagram “Vale dos Homossexuais”, os comentários mais curtidos são: “Não é uma drag, mas é uma queen” e “Aquele ditado, quem fala o que quer, ouve o que não quer”.

Miley Cyrus retruca apresentador que acha RuPaul's monótomo: "Eu me sinto assim assistindo seus programas"
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MILEY CYRUS PANSEXUAL

Em 2016, a cantora se assumiu pansexual e disse sentir orgulho em ser parte da comunidade LGBTQIA+. Na ocasião, ela disse rejeitar a nomenclatura bissexual para ela, pois isso daria a ela um “rótulo”, e ela gosta de pessoas, independente do gênero. Durante uma entrevista para a Vanity Fair em 2019, ela comentou sobre o assunto.

“Uma grande parte do meu orgulho da minha identidade é ser uma pessoa Queer. O que penso é: pessoas se apaixonam por pessoas, não por gêneros ou aparências, ou o que quer que seja. O que eu amo se traduz acima, em um nível espiritual… Relacionamentos são parcerias na nova geração. Não acho que tenha a ver com sexualidade ou gênero.” – disse.

Cyrus se casou com o já citado Liam Hesworth em 2016, se divorciando ele em 2019. Vale dizer que os primeiros boatos sobre a orientação sexual dela vieram em 2008, quando tinha 15 anos, já que algumas fotos privadas no MySpace vazaram e começaram a circular os primeiros rumores de que ela também ficava com mulheres. Já a pansexualidade veio a público em 2015, durante uma entrevista à Associated Press.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".