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A Parada Livre LGBTI+ de 2021, 2022 e 2023, em Porto Alegre, será paga com parte da multa aplicada ao Santander Cultural por ter fechado a exposição Queermuseu em 2017. Na época, o cancelamento ocorreu devido a protestos de grupos conservadores que consideraram o conteúdo imoral, ofensivo e incentivador da “zoofilia e pedofilia”.

Ao todo serão destinados R$ 50 mil por edição da Parada. Além dos R$ 150 mil para o evento, a indenização estabelecida em acordo entre o Santander e o Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul (MPF-RS) de R$ 400 mil, que já foi paga pelo banco. O restante será destinado a projetos na área dos direitos humanos.

O MPF entendeu que o encerramento da exposição Queermuseu impactou negativamente “tanto em relação à liberdade artística, quanto em relação à diversidade”. Em outubro de 2019, 18 entidades diferentes ao MPF solicitaram o uso de R$ 150 mil para a Parada.

Multa pelo fechamento da exposição Queermuseu bancará Parada LGBTI+ pelos próximos 3 anos
Reprodução

Já em fevereiro de 2020, o procurador da República Enrico Rodrigues de Freitas aceitou o pedido e disse que a utilização do dinheiro no evento “beneficia toda a coletividade LGBTI+, principal grupo afetado em razão do encerramento da exposição Queermuseu”.

A destinação dos recursos para o evento atende a uma das cláusulas do acordo que diz que o valor será empregado em “atividades artísticas, culturais, projetos e financiamento de ONGs e entidades da sociedade civil e ou de atividades por estas desenvolvidas, sempre de forma a desenvolver preferencial ou exclusivamente a temática da exposição cujo encerramento se deu de forma antecipada”.

A data da Parada LGBTI+ ainda não está definida. O vice-coordenador do grupo Nuances, uma das organizadoras do evento, Célio Golin, disse que o objetivo é realizar entre o final de novembro e começo de dezembro. No entanto, o evento está condicionado a imunização contra o coronavírus.

“Se a gente avaliar que o coronavírus ainda é um problema ou a depender dos protocolos dos órgãos estaduais sobre aglomerações, a gente não vai fazer”, afirmou Golin.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia"