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A União Nacional (UNA) LGBT de Joinville, no Norte de Santa Catarina, presidida por Giovanna Lima, emitiu uma nota de repúdio contra a atitude homofóbica de um vizinho que enviou um bilhete por debaixo da porta reclamando que dois homens estavam andando de mãos dadas em áreas comuns de um prédio.

“Sempre iremos repugnar qualquer forma e qualquer demonstração de LGBTfobia. É muito triste que um ato tão simples e tão bonito, como andar de mãos dadas, seja visto como um desrespeito por vir de um casal homoafetivo” – disse Giovanna, segundo o G1.

Para quem não soube, o maquiador Felipe Alves (26) recebeu o bilhete de um vizinho anônimo no dia 11 de setembro com os dizeres: “Olá vizinho. O Condomínio Piratuba é um local de família. Respeitamos todas as pessoas e não nos importamos com o que cada um faz dentro de sua casa. Mas essa semana eu tive que explicar pro meu filho pequeno o porquê de dois homens de mãos dadas andando pelo estacionamento. Respeito por favor“. O bilhete foi escrito à caneta em uma folha de caderno.

Associação LGBT de Joinville emite nota de repúdio perante caso do bilhete homofóbico dos vizinhos andando de mãos dadas
Reprodução

O casal não prestou boletim de ocorrência, mas o delegado Eduardo Ferraz explicou que houve um ato de discriminação:

“O que a gente pode concluir, pelo teor da carta que está sendo analisada, é que se trata de um ato de discriminação e de preconceito fundado na orientação sexual. O subscritor da carta, ele defende que a prática de determinado ato, no caso andar de mãos dadas com seu parceiro ou com sua parceira em locais públicos, seja permitido, aceitável exclusivamente a determinado grupo social, como o caso de pessoas que possuem relações heteroafetivas e fosse vedado a outras pessoas de outro grupo social, no caso pessoas que mantém relações homoafetivas”, disse o delegado.

Em solidariedade aos dois homens, um casal hétero do mesmo prédio em Joinville, Fábio Rodrigues (39) e Geovana Colzani (29) penduraram uma bandeira LGBT na frente da cortina de sua casa em sinal de apoio.

Reprodução

“Nós ficamos sabendo do que aconteceu quando o Charles, que é o síndico, enviou um áudio pela lista de transmissão de Whatsapp que todos os moradores recebem. Como muitos, ficamos surpresos e indignados! Então, a Geovana resolveu colocar sua bandeira LGBTQ+ pendurada por cima da cortina, em uma das janelas, com intenção de demonstrar ao Felipe, a quem escreveu o bilhete homofóbico e a outros moradores e moradoras que, assim como há preconceito, há também solidariedade e apoio no condomínio”, explicou Rodrigues, que mora há pelo sete anos no local.

Em entrevista ao Universa, o maquiador de  Joinville disse ter se sentido surpreso de receber apoio de pessoas desconhecidas, especialmente de família heteronormativas.

“Eu fiquei absurdamente impressionado. Eu esperava receber apoio do pessoal LGBT e só. Mas recebi mensagens de muitas mães, pais, senhorinhas de idade me mandando mensagem. Fiquei muito feliz” 

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".