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O senador estadual republicano do Alabama, Tom Whatley, conhecido por suas posições contrárias a proteção dos direitos das pessoas transgêneras, acidentalmente deu um “like” em um post do Twitter feito na conta “Bambi Hardcore TG 18+”. As informações são do canal LGBTQNation.

Reprodução

O senador tinha votado a favor do projeto de lei SB10 no senado estadual, criminalizando médicos que prestam cuidados de saúde às pessoas trans, incluindo prisão para o médico que receitasse bloqueadores de puberdade e coibindo também a terapia de conversão.

Segundo o texto do projeto de lei, os tratamentos com bloqueadores de puberdade constituem “experimentação médica humana perigosa e descontrolada que pode resultar em consequências graves e irreversíveis para a saúde física e mental”.

No entanto, estudos apontados pelo LGBTQNation sugerem que os bloqueadores foram capazes de reduzirem de modo significativo o risco de suicídio entre os transgêneros adolescentes, enquanto um outro estudo também mostrou que o tratamento melhora a qualidade de vida das pessoas trans.

Essa não é a primeira vez que um político contrário ao direito das pessoas trans foi pego assistindo pornografia trans. Em 2018, Alex Jones foi filmado assistindo a um vídeo do gênero.

Tom Whatley foi questionado quanto ao like no vídeo, mas não respondeu ao canal.

Político transfóbico é flagrado vendo pornografia trans nos EUA
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Vale dizer que um estudo realizado por Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo com 20 mulheres cis, 20 mulheres trans não hormonizadas e outras 20 com o uso de hormônios concluiu que os dois grupos de mulheres trans possuem um tamanho reduzido em uma área cerebral chamada ínsula, em ambos os hemisférios cerebrais.

Além disso, estudos anteriores observaram que, nos indivíduos transgêneros, a diferenciação sexual do cérebro não acompanha o resto do corpo.

“Os primeiros estudos com imagens cerebrais com indivíduos transgêneros buscavam estruturas, regiões ou até a parte funcional cerebral que fossem mais parecidas com as pessoas do gênero com os quais as pessoas trans se identificavam. Estamos vendo que as pessoas trans têm características que as aproximam do gênero com que se identificam e seus cérebros têm particularidades, sugerindo que as diferenças começam a ocorrer durante o período gestacional” – disse Giancarlo Spizziri, autor de um artigo publicado na revista Scientific Reports.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".