A Netflix incluiu hoje o documentárioLigue Djá: O Lendário Walter Mercado“, contando a história do astrólogo que fez muito sucesso na televisão durante os anos noventa e início dos anos 2000, especialmente com seu bordão “Ligue Djá”.

O lado andrógino também é explorado e, mesmo nunca tendo revelado oficialmente uma possível orientação homossexual, ele enfrentou diversos casos de homofobia.

Em uma das passagens, aparece ele conversando com a Marília Gabriela e dizendo que ele já foi confundido com uma mulher. Já seu amigo e assistente, Wilie Acosta, o define como andrógino:

“Ele tem uma energia feminina. É um andrógino. Parece mulher. Às vezes, parece homem”. 

Walter Mercado não se preocupava em ser rotulado como “gay” e o documentário da Netflix também demonstra que quando ele era questionado sobre o assunto, sempre respondia que era “Casado com seu público”.

“Não preciso de uma pessoa para me fazer feliz, para eu ter uma experiência orgástica. Faço sexo com a vida. Faço sexo com tudo. Com as roupas, com a beleza” – diz.

Reprodução

Por explorar toda a vida de Walter Mercado, o documentário mostra tanto o lado famoso em que ele mobilizou milhões de espectadores pelo mundo, quanto mostra as disputas judiciais com seu ex-agente, Bill Bakula, que até então era um grande amigo e quase um “membro da família”.

“Bill Bakula era meu anjo. Ele foi enviado por Deus para que eu e minha mensagem de amor fôssemos conhecidos e compreendidos. Ele era muito inteligente. Um mestre” – disse.

O documentário também conta com a versão de Bakula, dizendo que os direitos integrais do trabalho de Walter Mercado foram passados com o consentimento de ambas as partes. Já o afastamento de Walter Mercado da TV se deu justamente neste período e, no fim, o astrólogo conseguiu recuperar os direitos de nome e imagem.

“Nunca me arrependi de nada na vida. Arrependimento não está no meu dicionário” – diz Bakula. Com informações de UOL Entretenimento.

Cais lança “Bad Astral”, single com influências pop e astrológicas

Google Notícias
Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".