Os dois PMs que sofreram homofobia e viralizaram na internet pela divulgação da foto de um beijo gay durante a formatura, no Distrito Federal, prestarão depoimento nesta quinta-feira, dia 20 de agosto, na condição de vítimas. Segundo o G1, os depoimentos fazem parte de um Inquérito Policial Militar (IPM) e se iniciou às 15h. Os dois irão se apresentar no Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal (DSAP), em Brasília.

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O MP disse que o andamento do processo tinha sido suspenso por conta da pandemia: “Em virtude da complexidade do caso, o NED optou por não colher os depoimentos dos envolvidos no incidente por videoconferência”. 

PMs que sofreram homofobia por beijo gay prestam depoimento em condição de vítimas
Arquivo Pessoal

A polêmica se iniciou no dia 11 de janeiro, após a divulgação das fotos que mostravam o beijo gay entre um soldado e o namorado, ao lado de uma cabo com a namorada também. Na ocasião, um tenente-coronel da reserva fez um áudio fazendo críticas homofóbicas as imagens, dizendo que as demonstrações de afeto eram “avacalhação” e “frescura”, além de que “a imagem da corporação estaria irreversivelmente maculada”.

O Ministério Público do Distrito Federal, por meio do Núcleo de Enfrentamento à Discriminação, instaurou um procedimento para “apuração da prática homofóbica e adoção de medidas cabíveis”. A Polícia Militar proibiu que os envolvidos concedessem entrevistas sobre o caso para “evitar maiores exposições e controvérsias”, mas deixou claro em nota que não coaduna com preconceitos.

“A Polícia Militar do Distrito Federal informa que não coaduna ou apregoa quaisquer tipos de preconceito. Os áudios atribuídos a um coronel da Reserva Remunerada manifestam uma opinião pessoal, e serão analisados pela Corporação. A PMDF informa ainda que a ética e o pundonor policial militar são preceitos basilares da Corporação, aos quais os policiais militares estão sujeitos, independentemente de cor, sexo, etnia, religião ou opção  (sic) sexual. O posicionamento oficial da PMDF órbita em torno do respeito às crenças, à ética e ao profissionalismo, pilares que todos os policiais militares devem observar no exercício de seus deveres. A Polícia Militar do Distrito Federal reforça que não coaduna com quaisquer tipos de preconceito. As críticas divulgadas em redes sociais são opiniões pessoais e não condizem com o ponto de vista do comando da Corporação. No entanto, com o objetivo de evitar maiores exposições e controvérsias, nenhum integrante da Corporação está autorizado a conceder entrevista sobre o assunto”.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".