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Em 2020, Gabriel Castro viralizou nas redes sociais quando fundou o delivery “O pão que o viado amassou”. Exatamente como no sentido literal da palavra, Castro é quem põe a mão na massa e distribui seus pães em Curitiba, que devido ao sucesso do nome, logo se tornou conhecido, fazendo com que o negócio progredisse rapidamente.

O empreendimento surgiu durante um período de crise financeira, mas o DJ, ator e trapezista soube se reinventar quando estava na corda bamba, e hoje colhe os frutos desse êxito. Na premiação do Poc Awards 2020, “O Pão Que O Viado Amassou” faturou, pelo voto popular, na categoria voltada ao empreendedorismo.

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Reprodução: Gabriel Castro

Como você reagiu quando soube que havia vencido o Poc Awards na categoria empreendedorismo?

Foi uma surpresa deliciosa! Estava concorrendo com iniciativas de muito respeito! Só o fato de ter sido indicado já foi um quentinho no coração! Ver o reconhecimento das manas de que estamos fazendo algo legal já tinha sido emoção demais pra um 2020! O prêmio foi uma cereja do bolo que veio mais como uma força extra pra continuar lutando do que como uma validação. E essa força é sempre gostosa de receber!

Você iniciou a fabricação de pães em maio de 2020 e as vendas logo bombaram. Como está o negócio hoje?

Foi em abril! A loja surgiu no dia 21. Hoje temos uma equipe marabrilhosa e bichérrima que ajuda a manter a energia da marca viva e ajuda nos novos desafios. Nosso próximo passo (atenção que é primeira mão!!!) é a abertura de uma loja física! Se liga, Curitiba! Logo logo vai ter um cantinho pra buscar seu pão bem maricona com toda a segurança que os tempos exigem!

E como foi o processo criativo até chegar ao nome “O pão que o viado amassou”?

Foi uma piada. Não podia ser melhor, né? Eu nem pensava em fazer pães pra vender. Eu fazia em casa e compartilhava com amigos que precisavam passar pelo centro da cidade para trabalhar. Um dia eu estava conversando com uma amiga no Whatsapp e ela perguntou como estava o pessoal que morava comigo e eu respondi “Estão bem, guria! Estão na sala comendo o pão que o viado amassou!”. Foi por causa do nome que resolvi abrir a loja. Não me interessa vender só pão. O legal é que o pão possa dar uma carona pra um diálogo. Que nossa existência possa entrar em diversos lares e que o pão nos construa essa ponte. Foi por causa do nome e da luta que a marca surgiu.

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Reprodução: Gabriel Castro

A ideia sempre foi de fazer pão e não outra coisa (comestível)?

Eu sou professor de circo e de teatro aqui em Curitiba. Depois daquele 15 de março, em que tudo fechou, eu me vi dentro de casa catando o que fazer. Sempre gostei muito de cozinhar e quis me aventurar a descobrir coisas novas. Eu nunca tinha feito pão antes e fui ver no que dava. Não deu certo por um tempo, na verdade (risos). Mas aí, de repente,  começou a ficar gostoso e me deu vontade de compartilhar. Daí pra estar na casa das pessoas levando glitter e viadagem foi um pulo!

Tem planos de inovação com produtos?

Essa é nossa maior diversão! O pão, como disse, é uma plataforma pra uma conversa. E ele pode vir cada vez mais cheio de significados. E tem coisa nova surgindo por aí para estômagos famintos de diversão e pães gostosos!

Hoje o lado padeiro está mais atuante do que o de professor de teatro e circo?

O padeiro hoje toca um negócio que dá suporte para que o professor de teatro possa agir de outras maneiras. O exercício diário de manter a loja atrativa é um grande exercício de personagem e dramaturgia. Sou muito grato ao pão e extremamente feliz por tê-lo encontrado como aliado nesse momento da vida, mas não adianta… o artista ainda é quem está na frente e ele achou no pão uma forma de continuar criando e divertindo gente por aí. Uma coisa não consegue andar sem a outra.

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Reprodução: Gabriel Castro

E a expansão do negócio, há projetos?

Existem! Já imaginou que delícia se a gente puder aviadar o lanche do Brasil todinho. Nossa, deu até um arrepio aqui!

Poderia dizer que as redes sociais foram fundamentais para o sucesso do seu negócio?

Sem sombra de dúvidas. Todo o processo, desde o início até hoje, se dá nas redes. O primeiro contato das pessoas ainda é, majoritariamente, via Instagram. O processo de compras é pelo WhatsApp e por uma plataforma de compras integrada a ele. E o boca a boca nessa nova era está sendo todo aqui na internet. Quando a marca surgiu, eu comecei contando para os grupos de WhatsApp dos amigos mais próximos e eles replicaram para seus grupos, ampliando de forma orgânica e carinhosa esse discurso de amor e luta pelas nossas causas.

Já aconteceu alguma situação inusitada desde que abriu o negócio no ramo de pães?

Vish… tem tanta coisa (risos). Pegar no sono durante um processo de fermentação e acordar com a cozinha possuída por um demogorgon de farinha e água. Atraso na produção e entregar o pão – que era pra ser um lanche da tarde – às 22h. Mas o erro é a chave para o aprendizado! Com diálogo, alegria e sinceridade a gente leva esses ensinamentos e vai aprimorando processos e produtos e vamos construindo um produto e uma relação cada vez mais gostosa! E a gente aprende e fica tão gostoso que quando menos espera… TCHUM! Virou unicórnio do ano e tá aqui conversando com o Gay Blog!

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Reprodução: Gabriel Castro

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