De acordo com informações apuradas pelo G1, a indústria de games pornográficos têm crescido de modo significativo desde o início da pandemia. A Nutaku, um dos maiores serviços de games pornô do mundo, teve um aumento de 40% desde janeiro.

“Estamos nessa interseção perfeita entre as indústrias de jogos e de conteúdo adulto, e ambos estão crescendo”, disse o executivo de desenvolvimento de negócios da Nutaku, Jorge Rosales, ao G1.

O Brasil é um dos dez países com maior número de usuários dentro do Nutaku. Em primeiro lugar está os Estados Unidos. Mesmo que os jogos tenham conteúdos pornográficos, o executivo enfatiza que o Nutaku é uma plataforma de games e, portanto, eles só aceitam games caso eles tenham qualidade.

“Sempre começa com um bom jogo. Se o seu game não foir bom, não vamos nunca considerá-lo para publicação”.

Foto: Reprodução

Dentro da plataforma há cerca de 400 games gratuitos e pagos, que podem ser jogados no navegador ou em celulares. Há uma parceria com mais de 300 estúdios de todo o mundo.

“As pessoas acham que nossos jogos são diferentes. Mais focados no conteúdo que na experiência de game. Isso não é verdade. Estamos procurando pelos mesmos jogos, com a mesma qualidade, que você encontraria em no mercado convencional. Essa é a chave do nosso sucesso.”

Por se tratar de uma plataforma de jogos, há de todos os gêneros, como RPG, plataforma, casuais e até realidade virtual. Como aposta no conteúdo adulto, há diversas categorias, incluindo conteúdos para o público LGBT. Além disso, para que o game entre na plataforma, é necessário seguir uma série de regras e cada um dos jogos os revisa. Não pode ter personagens menores de idade, nem cenas de abuso, e nem nada que viole as leis.

“Temos uma equipe inteira para revisar todos os jogos que distribuímos. Então, eles se certificam de que tudo esteja de acordo com nossas regras” – diz – “Se não aprovamos, falamos com o desenvolvedor. Ou eles removem as coisas, ou podem procurar outra publicadora.”

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".