Uma Câmera Na Mão E Muito Ódio Na Cabeça | Conferência MixBrasil feat. Pajubá

Debate sobre as dívidas históricas dentro do cinema com mulheres lésbicas, bissexuais, negras e trans

Roda de conversa para analisar da construção de estereótipos, reprodução e recriação de diversas ideologias de uma sociedade patriarcal, racista e LGBTIfóbica.

Desconstruindo as teorias romantizadas sobre o fazer cinematográfico para construir um debate sobre as dívidas históricas dentro do cinema com mulheres lésbicas, bissexuais, negras e trans.

Com Duany Santos, Nina Maria Fonseca, Cristiane Paiva, Vanessa Sirqueira, Denise Neri, Fernanda Lomba, Bruna Brito e Isis Reis.

Pela primeira vez, as conferências Festival Mix Brasil foram integralmente gravadas e serão disponibilizadas via streaming. Identidade, feminismos, mercado, política, saúde e literatura são alguns dos pilares que movimentaram as mesas deste ano.

“Enxergamos o mundo a partir de muitos lugares: universidades, museus e galerias, esquinas, palcos, passarelas, telas, corporações, (outras) famílias, organizações e sindicatos, banheirões e darks, coletivos artísticos, grupos de zap, quebradas, assembleias, escritórios, templos, terreiros, espaços de clandestinidade, supremos tribunais, cracolândias, prédios, praças, ruas. Estamos em todos os lugares e de muitas formas”, diz André Fischer, curador do MixConferências.

“Depois de quatro décadas, a ascensão do ultraconservadorismo dá uma cara estranha de recomeço, uma sensação de não-acredito-que-tô-tendo-que-falar-a-mesma-m*rda-há-40-anos”, ressalta Fischer.

O coletivo Pajubá Diversidade em Rede foi convidado para mediar as mesas juntamente com o festival, que este ano de 2018 hospedou pela quarta vez a vertente “Conferências”. “É a menina dos olhos do Mix Brasil“, comenta a organização.

SOBRE O FESTIVAL

O Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual surgiu em 1993 através do convite realizado pelo New York Lesbian and Gay Experimental Film Festival que decidiu ampliar seus horizontes e convidar curadores estrangeiros para mostrar as diferentes formas de expressão da sexualidade em outros países. Esse festival, realizado em Nova Iorque, passou a se chamar “MIX New York”. André Fischer foi o responsável pela seleção da programação brasileira desse festival, com o nome Brazilian Sexualities. A partir dessa participação brasileira no festival de Nova Iorque, o Departamento de Cinema do Museu da Imagem e do Som decidiu fazer um convite para sediar uma edição brasileira do festival, que ganhou o nome “I Festival MiX Brasil”, sendo realizado a partir da seleção, realizada por André Fisher, de 76 trabalhos exibidos no Festival de Nova Iorque, editados em 12 programas de curtas. O festival brasileiro estreou dia 5 de outubro de 1993.

Desde a primeira edição foram editadas versões para a apresentação do festival em várias capitais brasileiras. A exibição do primeiro Festival MiX Brasil no Rio de Janeiro, marcada para acontecer na Casa Laura Alvim foi cancelada a 4 dias do evento por Beatriz Nogueira que decidiu que o Rio de Janeiro não estava preparado para esse evento. A apresentação no Rio de Janeiro foi improvisada na Torre de Babel a convite de Ringo Cardia. As edições do festival passaram a ser realizadas anualmente e são bem recebidas por vários segmentos da sociedade por encarar a diversidade sexual de forma aberta.

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