Nesta quinta, 23 de abril, às 11h30 (horário de Brasília), a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) estará representando o Brasil em uma conferência online com alguns países da América Latina e Caribe como Victor Madrigal – especialista independente da ONU em proteção contra a violência e a discriminação por motivos de orientação sexual e identidade de gênero.

A transmissão será em espanhol na seguinte fanpage:
facebook.com/raceandequality

ANTRA debate sobre a urgência de trans afro-LGBTI+ em tempos de coronavírus

Mais informações em: www.raceandequality.org/es/

Confira a última conferência sob o tema “Direitos Humanos no Brasil de Bolsonaro”:

ANTRA divulga carta cobrando solidariedade de artistas e influenciadores LGBTI+

A ANTRA divulga uma carta aberta aos artistas, produtores de arte e cultura, influenciadores LGBTI+ e aliados para que ajudem e compartilhem as iniciativas que garantem alimento e dignidade às pessoas trans, enfatizando que eles não precisam apenas de dinheiro, mas sim de atenção.

“A ANTRA pede para que aquelas pessoas que mantém suas carreiras apoiadas, incentivadas e consumidas em larga escala pela população LGBTI+, que se juntem a nossa luta para que juntos possamos vencer e transformar a realidade de milhares de travestis e mulheres Transexuais, assim como outras LGBI+, que neste exato momento não tem sequer o que comer”. 

“(…) Não estamos apenas falando de ajuda financeira, mas de demonstrar que elas não estão sozinhas e reconhecer que neste momento todas precisamos estar juntas.”

Em janeiro deste ano, a ANTRA divulgou os dados referente as mortes ocorridas contra travestis e transexuais no ano de 2019.

O levantamento da ANTRA aponta assassinato de 466 pessoas trans registradas entre os anos de 2017 a 2019, sendo 124 apenas em 2019. No ranking por estado em números absolutos, São Paulo fica em primeiro lugar com 51 mortes, e em 2º está a Bahia e o Ceará, com 40 casos. Rio de Janeiro aparece logo em seguida, com 37; Minas Gerais, com 34 e em 5º, Pernambuco, com 28.

No entanto, considerando a taxa de proporcionalidade, a estimativa é que o estado de Roraima seja o mais violento perante este grupo.

Mapa dos Assassinatos 2019 aponta que 59,2% das vítimas tinham entre 15 e 29 anos; 22,4% entre 30 e 29; 13,2% entre 40 e 49; 3,9% entre 50 e 59 anos; e 1,3% entre 60 e 69 anos.

O dossiê aponta que a morte de uma adolescente com 15 anos “ratifica o fato de que a juventude trans está diretamente exposta à violência que enfrenta no dia-a-dia”. 

Considerando todos os dados, a idade média das vítimas de assassinatos é de 29,7 anos. “Quanto mais jovem, mais exposta e propensa ao assassinato as pessoas trans estão”, afirma o relatório.

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