Em um vídeo publicado na página oficial do Buraco da Lacraia no Facebook, foi informado que no próximo dia 12 de setembro, à partir das 18h, será feita a última edição da casa noturna antes do encerramento das atividades.

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“Não temos mais saída”, disse Adão Arezo, dono do lugar, explicando que o fechamento está relacionado à crise provocada pela pandemia do coronavírus.

O Buraco da Lacraia ficou seis meses com as “portas fechadas”, tendo apenas gastos e as economias foram esgotadas. Devido a incerteza de uma data para reabertura total das atividades, o fechamento acabou sendo a única opção.

“É um lugar de gente se esbarrando, de alegria ao vivo. Fiquei pensando em outras possibilidades, em fazer lives, mas não tem como. Fora que nenhuma empresa se interessou”. 

A última edição contará com videokê liberado e bebidas a preços populares. Em entrevista a Veja Rio, Adão conta que vai aproveitar a oportunidade para voltar a sua terra natal, o Rio Grande do Sul, e não descarta a possibilidade de vender a marca para alguém que se interesse em dar continuidade ao espaço.

“O nome é meu, foi registrado. Tem toda uma ideia por trás, pode ser um bom negócio”. 

Buraco da Lacraia, do RJ, encerrará suas atividades após 27 anos
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BURACO DA LACRAIA: UM POUCO DE HISTÓRIA

Localizado na Rua André Cavalcanti, na Lapa, considerado o bairro mais boêmio do Rio de Janeiro, o Buraco da Lacraia inicialmente se chamava “Arezo´s Bar” e ficava localizado no subsolo da Rua Álvaro Alvim, na  Cinelândia.

Devido a forte presença do público LGBTQIA+, algo que aconteceu espontaneamente, os próprios frequentadores apelidaram o bar como “Buraco da Lacraia” e, com o crescimento, o endereço da casa mudou, e eventualmente o apelido virou o nome oficial. Ao longo dos seus quase trinta anos de história, a casa recebeu shows de drags, cantores, e também é conhecido pelo karaokê aberto.

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".