Recentemente, o comentarista da CNN, Leandro Narloch, deu diversas declarações consideradas homofóbicas, como o fato de dizer que os homens gays têm maior chance de ter AIDS e utilizou o termo “opção sexual”.

Após a repercussão negativa de seu discurso, Narloch resolveu se pronunciar no Twitter para se explicar dizendo que não foi homofóbico ou preconceituoso, mas endossou o termo “opção sexual”.

“Alguns reclamaram do termo ‘opção’ e não ‘orientação sexual’. Aí discordo. Acho que existem as duas coisas: gays e lésbicas que o são por orientação e outros que optaram. Mas não tenho certeza sobre isso, é uma boa discussão para o futuro”.

Em outro tweet, ele também reforça que a prevalência do HIV é mais alta entre os gays, contrariando o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, que aponta que 57,74% dos brasileiros que contraem HIV através do sexo são heterossexuais.

“O que não desmente o fato da prevalência de HIV ser mais alta entre gays. Isso é de conhecimento notório e incontroverso – mudar essa situação é justamente uma das boas bandeiras do movimento LGBT que não desmente o fato da prevalência de HIV ser mais alta entre gays.”

POR QUE NINGUÉM “OPTA” SUA SEXUALIDADE?

O termo “orientação” é considerado mais apropriado que “opção” porque este último indica que houve uma escolha, e os profissionais das mais diversas áreas que estudam o assunto, além dos próprios membros da comunidade LGBT vão dizer, em sua grande maioria, que não “optaram” em ser.

Muitos, se pudessem ter essa escolha, não o fariam para não terem que enfrentar a discriminação e o preconceito da sociedade. Sabe-se que o desejo sexual não segue lógica e nossa atração é simplesmente involuntária.

O consenso é de que a orientação sexual é biológica por natureza, determinada por um complexo jogo de fatores genéticos e desenvolvimento intrauterino, não havendo evidências que suportem a visão de que experiências na infância, criação, abuso sexual ou outros efeitos adversos em vida influenciem a orientação sexual.

Infográfico: as diferenças entre SEXO, GÊNERO e ORIENTAÇÃO

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Jornalista formado pela PUC do Rio de Janeiro, dedicou sua vida a falar sobre cultura nerd/geek. Gay desde que se entende por gente, sempre teve um desejo de trabalhar com o público LGBT+ e crê que a informação é a melhor arma contra qualquer tipo de "fobia".