Recentemente, o comentarista da CNN, Leandro Narloch, deu diversas declarações consideradas homofóbicas, como o fato de dizer que os homens gays têm maior chance de ter AIDS e utilizou o termo “opção sexual”.
Após a repercussão negativa de seu discurso, Narloch resolveu se pronunciar no Twitter para se explicar dizendo que não foi homofóbico ou preconceituoso, mas endossou o termo “opção sexual”.
“Alguns reclamaram do termo ‘opção’ e não ‘orientação sexual’. Aí discordo. Acho que existem as duas coisas: gays e lésbicas que o são por orientação e outros que optaram. Mas não tenho certeza sobre isso, é uma boa discussão para o futuro”.
Em outro tweet, ele também reforça que a prevalência do HIV é mais alta entre os gays, contrariando o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, que aponta que 57,74% dos brasileiros que contraem HIV através do sexo são heterossexuais.
“O que não desmente o fato da prevalência de HIV ser mais alta entre gays. Isso é de conhecimento notório e incontroverso – mudar essa situação é justamente uma das boas bandeiras do movimento LGBT que não desmente o fato da prevalência de HIV ser mais alta entre gays.”
Assim a regra deixa de ser injusta com gays monogâmicos ou que se protegem, que não podem doar sangue enquanto muitos héteros que se expõem a mais riscos podem. Como eu também afirmei mais cedo na TV. 2/5
— Leandro Narloch (@lnarloch) July 8, 2020
O que não desmente o fato da prevalência de HIV ser mais alta entre gays. Isso é de conhecimento notório e incontroverso – mudar essa situação é justamente uma das boas bandeiras do movimento LGBT. 3/5
— Leandro Narloch (@lnarloch) July 8, 2020
Alguns reclamaram do termo "opção" e não "orientação" sexual. Aí discordo. Acho que existem as duas coisas: gays e lésbicas que o são por orientação e outros que optaram. Mas não tenho certeza sobre isso, é uma boa discussão para o futuro. 4/5
— Leandro Narloch (@lnarloch) July 8, 2020
De todo modo, lamento se o comentário pareceu a alguns homofóbico ou preconceituoso. Fiquei muito triste com isso. Não gosto de homofobia e me incomodo bastante em ser rotulado assim. abraços! 5/5
— Leandro Narloch (@lnarloch) July 8, 2020
POR QUE NINGUÉM “OPTA” SUA SEXUALIDADE?
O termo “orientação” é considerado mais apropriado que “opção” porque este último indica que houve uma escolha, e os profissionais das mais diversas áreas que estudam o assunto, além dos próprios membros da comunidade LGBT vão dizer, em sua grande maioria, que não “optaram” em ser.
Muitos, se pudessem ter essa escolha, não o fariam para não terem que enfrentar a discriminação e o preconceito da sociedade. Sabe-se que o desejo sexual não segue lógica e nossa atração é simplesmente involuntária.
O consenso é de que a orientação sexual é biológica por natureza, determinada por um complexo jogo de fatores genéticos e desenvolvimento intrauterino, não havendo evidências que suportem a visão de que experiências na infância, criação, abuso sexual ou outros efeitos adversos em vida influenciem a orientação sexual.
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