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Internada desde o dia 21 de janeiro com covid-19, a cartunista Laerte Coutinho, 69, havia deixado a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para o quarto no último dia 28 e teve “uma progressiva melhora de seu estado clínico e recebeu alta hospitalar do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), às 10h da manhã deste domingo (31/1), para continuidade do tratamento em regime domiciliar”, diz da assessoria do hospital

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Nascida na capital São Paulo, em 1951, Laerte passou quase 60 anos se expressando e sendo identificada como homem, até que decidiu revelar sua identidade de mulher transexual. Uma das cartunistas mais reconhecidas do Brasil, Laerte teve três filhos e passou por três casamentos. Um documentário da Netflix acompanha uma investigação sobre o mundo feminino na intimidade do cotidiano. Durante uma reforma em casa, Laerte se pergunta sobre se deve ou não fazer um implante de seios: a partir desta questão, desenrola-se uma série de questionamento sobre o que é, afinal, ser mulher.

Quando estudava na Escola de Comunicações e Artes da USP, Laerte Coutinho criou a revista experimental Balão, em 1972, com o cartunista Luiz Gê. Também colaborou com periódicos como O Pasquim, Correio Braziliense e Zero Hora. Em 1974, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e participou da campanha eleitoral do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) produzindo material de campanha. Nos anos 80, se confirmou como uma das cartunistas mais premiadas nas artes gráficas brasileiras. Na década de 90, atuou como roteirista na Rede Globo em programas como TV Pirata e Sai de Baixo.