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A ONG internacional Race and Equality, em parceria com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e com o escritório jurídico Mattos Filho, convoca ativistas trans do Brasil com interesse em aprender os trâmites legais sobre retificação de nome e gênero de pessoas trans em cada estado. Serão ministrados dois workshops sobre em abril, com data ainda a ser definida.

As pessoas participantes deverão se comprometer a replicar o conhecimento do workshop em seu respectivo estado, ajudando outras pessoas trans no processo de retificação de nome/gênero. O formulário de inscrição está disponível para preenchimento até 12 de março. O link direto para o formulário é bit.ly/3dGSnMi.

Pelo 13º ano seguido, Brasil é o pais que mais mata pessoas trans no mundo, aponta relatório da ANTRA

Em janeiro, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) entregou ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Embaixada da Noruega o documento oficial com os dados acerca da violência e morte contra travestis e pessoas trans brasileiras. É a 4ª edição do documento. As informações foram coletadas em parceria com o Instituto Brasileiro Trans de Educação (IBTE).

Kelly Simpson, Presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) e ativista do movimento LGBT, e Bruna Benevides, secretária de Articulação Política da ANTRA e autora do Dossiê dos Assassinatos e da Violência contra Pessoas Trans Brasileiras, apresentam o estudo. Nils Martin, Embaixador na Embaixada da Noruega no Brasil, e Astrid Bant, representante do Fundo de População das Nações Unidas no Brasil, serão os representantes das instituições que recebem o documento.

A tônica da pesquisa é a violência intencional e projetada no ataque ao gênero e como se pode efetivamente combater este dado sangrento com políticas públicas. Além disso, discute o local das pessoas cisgêneras tanto como agressoras como no combate à esta realidade.

Outro tópico abordado na pesquisa é a forma com que os crimes motivados por transfobia são noticiados na maior parte dos meios de comunicação no Brasil. Segundo a ANTRA, o retrato das vítimas marginalizado é frequentemente marginalizado e sua identidade de gênero é apagada. Chama a atenção o conceito de necro-trans-política abordado, que é a morte de pessoas trans como um plano de ação, não apenas mera coincidência. 2020 foi o ano com o maior número de assassinatos de travestis e mulheres trans desde a primeira vez que a pesquisa foi realizada em território nacional. Confira o dossiê completo neste link.